Não é fácil falar do Rés da Rua porque eu quero lá morar, mas também não é difícil, embora me pareça impossível que eles me aceitem para ficar, e ainda que eu seja uma pessoa coletiva pela própria natureza e que sabe viver em comunidade, respeita suas regras e exerce suas atividades mediante deliberações de tarefas comuns e responsabilidades à todos. Em linhas gerais é assim que eu percebo o Rés da Rua, uma espaço alternativo no cento do porto, próximo a Praça da República, e habitado por cerca de dez pessoas, o núcleo duro, podendo chegar até vinte pessoas, a depender dos dias e das circunstâncias de transitoriedade dos que circulam pela casa, ali ficando por pequena temporada. Não posso falar além das impressões de quem desfrutou de um rápido convívio com as pessoas que habitam aquela casa de três pavimentos, dezenas d e quartos, várias salas e banheiros, e um quijtal enorme, com pequenas oficinas e um mini-teatro na parte de trás. Soube que o projeto existe há cerca de cinco ano...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense