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Mostrando postagens com o rótulo Júlio Silvão

“NEGROS EM TERRA BRANCA” REALIZARÁ NOVA ETAPA DE FILMAGENS EM CABO VERDE

 A cidade da Praia, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, receberá durante o mês de julho de 2026 a nova etapa de filmagens do documentário internacional “Negros em Terra Branca”, realizado pela Arte Usina Caeté, com direção dos pesquisadores e documentaristas Francisco Weyl e Hilton P. Silva. O filme investiga as permanências contemporâneas do racismo estrutural global a partir das experiências de sujeitos negros, africanos, brasileiros, latino-americanos e migrantes que circulam entre diferentes territórios do mundo contemporâneo. Construído entre África, Europa e América Latina, o documentário articula reflexões sobre colonialidade, violência racial, imigração, fascismo contemporâneo, desigualdade global, memória histórica e resistência cultural. Após iniciar suas filmagens em Portugal, entre as cidades do Porto e Lisboa, o projeto amplia agora sua dimensão transatlântica com a realização de entrevistas e registros documentais em Cabo Verde, aprofundando o diálogo entre África, Bra...

Imaginário de Cabo Verde pelo Brasil: entre o Plateau e as redes do Cinema Afro-Luso-Brasileiro

  Imaginário de Cabo Verde pelo Brasil: e nt re o Plateau e as r edes do Cinema Afro-Luso-Brasileiro Francisco Weyl 1 Universidade Federal do Pará, Brasil Hilton P. Silva 2 Universidade Federal do Pará e Universidade de Brasília , Brasil Resumo: O Plateau, bairro histórico da capital cabo-verdiana, torna-se palco fundamental para a construção do imaginário nacional através do cinema, especialmente no “Plateau Film Festival”. O evento vai além da exibição de filmes, funcionando como espaço de resistência cultural, memória coletiva e diálogo transnacional com a diáspora lusófona, através de diversas parcerias, entre estas, com o “Festival Internacional de Cinema do Caeté” (FICCA), no Brasil. Este estudo utiliza metodologia de revisão videográfica, analisando filmes e festivais para compreender a cadeia audiovisual que conecta Cabo Verde, Brasil e outras nações lusófonas. O cinema emerge como meio de expressão, fortalecimento identitário e empoderamento social, destacando-se a atuaçã...

Júlio Silvão retorna à presidência da Associação de Cinema de Cabo Verde

Sócio fundador e mentor dos seus Estatutos da ACACV - Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde,  Júlio Silvão Tavares retorna à presidência da entidade. “Foi a eleição mais concorrida, mais vibrante e que despertou muito interesse tanto no seio dos associados como na sociedade Cabo-verdiana e não só”, declara o realizador e produtor. Às eleições, que ocorreram no dia 15 de Maio, Silvão apresentou uma plataforma realista, a ser executada por uma equipe dinâmica. “Os Associados demonstraram mais uma vez a vitalidade da Associação e a nossa diferença, para melhor, no panorama das associações no nosso país, ao continuarmos a cumprir um dos preceitos mais importante dos Estatutos de uma associação, a eleição periódica dos órgãos sociais”, diz, entusiasmado, o presidente da ACACV. Diplomado em Rádio e Televisão (Lisboa, 1987), o documentarista autodidata já produziu dezenas de filmes, com foco nas pessoas, cultura e meio ambiente, entre os quais Batuque, a alma de um povo (2006) ...

Lamento de um bandido pela morte de um poeta

Achei estranho quando o Nuno Rebocho apareceu à porta de uma das salas em que eu ministrava aulas na Universidade Jean Piaget, em Cabo Verde (2005). Pedi licença aos alunos do curso de Comunicação, e me dirigi aquela criatura de estatura baixa, corpo redondo, óculos rebaixado, enquanto me olhava com aqueles olhos de poeta que logo me conquistaram. Estava junto do Apolinário das Neves, e disse que desejava me fazer um convite, na altura, escrever ao jornal Liberal Online de Cabo Verde, começando-se a partir de então uma amizade sincera e profunda. Pelas mãos do Nuno Rebocho, eu fui elevado à uma condição humana que apenas os nobres a desfrutam, além das palavras. Além dos diálogos acompanhados de vinho, ele me trouxe a agradável esperança  diaspórica de um homem angustiado com o seu tempo. De alma rebelde e punhos firmes, sua poesia desnudava a condição social humana pela via de uma História real que se transfigurava em seus versos. Suas palavras eram armas e sua alma um recanto par...

FICCA faz parceria internacional pelo cinema africano

Um encontro esta manhã (1/12/2014) na Câmara da Ribeira Grande de Santiago selou um “Convênio de Intenções – em prol da cultura cinematográfica na Cidade Velha, Cabo Verde”. Da reunião participaram a Vereadora do Pelouro da Cultura, Adelaide Barreto de Moura; e os realizadores Júlio Silvão Tavares (Cabo Verde) e Francisco Weyl (Brasil), representando, respectivamente, a Associação Nacional de Cinema e Audiovisual, e o Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA, O pacto para a construção de uma Rede em prol da cultura cinematográfica da Cidade Velha, Cabo Verde, , segundo a Vereadora da Cultura, tem como o objetivo a realização de uma importante iniciativa cinematográfica. “É um momento importante, com o qual a Câmara se compromete, estamos prontos para abraçar esta ideia, e fazer de tudo para que ela aconteça, contamos com a colaboração do FICCA e da Associação para trabalharmos juntos, com o apoio de instituições e organizações públicas e privadas”, afirmou a Vereadora. M edian...

Nasce o novo cinema Cabo-Verdeano

O Fórum Plateau que se realiza nesta quinta-feira, 27/11/2014, no âmbito do Festival Internacional de Cinema de Cabo Verde não quer apenas pautar estratégias de políticas públicas para o setor no país. Há consenso entre os organizadores de que o momento é histórico e marca tanto o (re)nascimento do (NOVO) Cinema Cabo Verdiano, quanto faz com que este país, pela sua privilegiada posição geográfica, se torne um catalizador das ações cinematográficas realizadas no Continente Africano, no Brasil, em Portugal e nos demais países do mundo. O Presidente da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde, Júlio Silvão, diz que a sociedade civil tem de agir; “Ficamos a ver o barco passar, quando deveríamos estar no timão”, desabafa. Pessoa simples, de poucas palavras e muita ação, Silvão é um dos idealizadores e coordenadores do #Plateau. Ele destaca que Cabo Verde chegou a tem produção de cinema nos idos 1950, mas que o mercado foi tomado com o tempo pela televisão: “A cultura tem de sair da ...

O cinema afro-luso-brasileiro em debate

Quatro realizadores afro-luso-brasileiros protagonizaram nesta terça (25/11) os primeiros debates sobre o cinema africano no âmbito do #Plateau – Festival Internacional de Cinema de Cabo Verde, que acontece até dia 30/12 na Cidade da Praia. Júlio Silvão (Cabo Verde), Dom Pedro (Angola), Jorge Murteira (Portugal), e Francisco Weyl (Brasil) participaram de uma Roda de Conversa, que tematizou diversos assuntos relacionados á formação, produção e realização audiovisual em países africanos. O diálogo aconteceu no Palácio da Cultura Ildo Lobo e contou com a participação de cerca de quinze pessoas, que acompanham o Festival. As questões levantadas pelos participantes da roda foram diversificadas, desde as pautas estéticas até as econômicas. O cinema documental e o ficcional estiveram na ordem do dia, a partir das diferentes realidades que compõem o cenário da produção do cinema no Continente Africano. O caso O fato de Nigéria ser o maior produto de cinema mundial e de Cabo Verde ter posição e...

O documentarista Júlio Silvão

O pai de todos os Silva, meu querido amigo Júlio Silvão, é guerreiro. Presidente da Associação do Cinema e do Audiovisual de Cabo Verde, leva esta arte para o povo nas comunidades, via projetos que formam crianças e jovens a partir de projeções onde estabelece um contato mais direto com a sociedade. Documentarista, tem um olho clínico para os acontecimentos a sua volta, não desperdiçando e nem dispersando sua percepção com o que considera sem sentido. Amante de sua pátria, ele se coloca diariamente o desafio de conduzir os seus projetos, a maioria dos quais, de natureza social. Silvão tem um jeito próprio de ser, sempre de alpercatas e com roupas de cor caqui e ainda um boné que protege a sua cabeça deste sol quase infernal que faz do cabo-verdiano um ser de uma força exemplar quando se dedica ao trabalho, na maioria das vezes, andando á pé, encontrando amigos nas ruas, reconhecendo-lhes e se reconhecendo neles, dando-lhes a atenção que um bom amigo requer, como por exemplo aconteceu n...