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Mostrando postagens com o rótulo Rosilene Cordeiro

Rosilene Cordeiro recebe honraria da Academia de Letras do Brasil em Irituia

Reconhecimento concedido pela Academia de Letras do Brasil – Seccional Irituia foi entregue durante encontro que reuniu oito integrantes das seccionais de Irituia e Bragança, pessoas idosas, mestres, artistas, artesãs, pesquisadores e fazedores de cultura A professora, pesquisadora e atriz Rosilene Cordeiro recebeu da Academia de Letras do Brasil – Seccional Irituia uma honraria por sua trajetória e pelo trabalho que desenvolve no campo da cultura, da memória, da pesquisa e dos territórios amazônicos. A plaqueta e o diploma foram entregues pelo escritor e pesquisador Lucival Silva, presidente da ALB–Irituia, durante abertura da primeira etapa do Conexão Arandu – Memórias do Tempo Espiralar, realizada nos dias 26 de setembro no município. A homenagem havia sido concedida dias antes. Em 12 de setembro, a ALB–Irituia realizou a sessão das Causas Imortais, homenageando pessoas que fazem e fizeram pela cultura de Irituia e da região. Rosilene estava no Rio de Janeiro e não pôde participar d...

“A Idade da Morte”, filme derivado de performance glauberiana

O que inicialmente seria um projeto expandido condensou-se, naquele momento, numa performance. Hoje, essa performance ressurge como filme, retirada da timeline após o processo de montagem e finalização. O filme nasceu de uma obra em deslocamento.  Com imagens do diretor de fotografia Marcelo Rodrigues, em cena Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, Mateus Moura e Rosilene Cordeiro, a obra situa-se na fronteira entre cinema experimental, performance, interferência artística, instalação e ritualidade contemporânea, território recorrente na trajetória de Weyl, profundamente marcada pelas relações entre arte contemporânea, afroreligiosidade, corpo, imaginação política e estéticas de guerrilhas. A mise-en-scène aconteceu numa tarde, no anfiteatro da Praça da República, em Belém: espaço histórico de circulação popular, arte, memória urbana e encontros culturais. Foi ali, sob a vibração pública da cidade, que corpos, gestos, oralidades, musicalidades e signos glauberianos se atravessaram n...

Arthur Leandro transmitido aos vivos: Guera • Ogum • Cinema de Guerrilha • Memórias Afetivas

Se a memória não me falha, transcorria o ano de 2019/2020, por aí, eu estava em Arcos de Valdevez, Portugal, quando participei de uma conversa pela Internet  conduzida por Rosilene Cordeiro, que estava em Icoaraci, articulando uma ação da Casa Poranga em parceria com a Sala Tata Kinamboji, da UFPA, no âmbito de uma programação atravessada pela permanência espiritual, artística e política de Tata Kinamboji, o nosso querido amigo Arthur Leandro, que nos havia deixado em 14 de maio de 2018. A própria natureza daquele encontro carregava um sentido de transmissão aos vivos. Existia ali um movimento de reverência, memória, continuidade, troca, reencontro e afirmação de uma comunidade afetiva construída pela arte, pelo cinema, pela espiritualidade, pela pesquisa e pelas caminhadas compartilhadas ao longo de muitos anos. Rosilene conduzia aquela conversa a partir de uma intensidade rara. Sem distância entre vida, arte, pensamento, corpo, terreiro, cinema e afeto, tudo aparecia atravessado,...

#FEITIÇO (in progress): fazer-pensar magia no cinêma Amazônida

                   P ensar/fazer cinema é fazer/pensar memórias /nomadismos por entre (des )lugares , territórios /fronteiras para os quais são necessárias inúmeras viagens, cujos percursos/trajetos - para além das experiências - traduzem imagens/i-marginários, que nos impregnam e em cujas brumas desaparecemos. Pensar/fazer cinema memorial na Amazônia é, portanto, fazer/pensar cinematografias invisíveis, revisitar experiências de realizadores-ativistas e coletivos audiovisuais cujas histórias/memórias são narradas por vozes que (se) desejam falar e (se) fazer ouvir. É navegar, assim, por rios nunca navegados, até ilhas quase desaparecidas, perdidas em lembranças-pulsantes, à revelia de teorias/estratégias globais que usurpam/apagam tradições, pelo que o protagonista da História se desloca para (a partir do lado de) fora, colocar-se dentro de seu próprio lado, para se fazer comunicar, sob o seu próprio paradigma e de seus...