Eu tenho 55 anos, e ainda hoje sei que não consigo ver diversas coisas. Apesar dos meus estudos e de meu conhecimento. E quanto mais aprendo, mais desconheço. O conhecimento do Universo é infinito. E eu serei sempre pequeno diante de sua grandeza. Tenho esta experiência de muitas vidas e existências. Amores, desamores, trabalhos, vagabundagens, certezas e enganos. E tudo que eu sei, eu o sei por ter sido humilde, para o saber. Muitas de minhas certezas apenas me retiraram das verdades. Eu estava cego de certezas. Ainda que busque a verdade muitas vezes vi-me diante das mentiras. Iludi-me. Mas, tenho me dado chances e renovado esperanças de me ver a eu próprio. E então verei o que eu preciso ver. O que eu olho e vejo, você talvez nunca verá. E se ver, jamais enxergará como eu. Temos modos de ver diferentes, a partir de nossas vivências, ainda que comuns. Você pode demorar anos para ver o que eu olho, e vejo, subitamente. E o que você verá, o que eu jamais verei. É um longo tempo, este ...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense