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Mostrando postagens com o rótulo Poéticas de Guerrilhas

Terra da Marujada comemora 407 anos de pobreza, com cerca de 60 mil miseráveis

  O segundo Município mais pobre do Brasil não tem muito a comemorar na data de hoje (8/7), quando completa 407 anos de existência. Cerca de 60 mil pessoas (63,21% da população) vive abaixo da linha de pobreza no Município, sendo 31.166 - na área urbana, e 26.111 - na zona rural.      Estas cerca de 60 mil pessoas vivem com cerca de R$ 5 reais por dia. Dessa forma, a beleza da terra da Marujada, do Xote, dos campos e das praias, dos mangues e das florestas, fica ofuscada com tanta miséria. E a pobreza é ainda maior com a omissão do Poder Legislativo diante dos desmandos do Poder Executivo, fato que historicamente se repete. Manda o Poder Econômico de uma burguesia conservadora e uma elite atrasada e preconceituosa, que tenta a todo o custo silenciar as vozes dissonantes. O caso mais recente deste fato ocorreu com o radialista Jairo Souza (21/06/2018), assassinado por denunciar escândalos que envolviam e envolvem as máfias locais, da qual faz parte ...

Saudade

. .. saudade, palavra-origem, sentimento-verbo, expressa o estado de ausência que se sofre quando se está longe de algum ser, sentimento, idéia, coisa, beleza, deus, na vida metafísica, toda presença é distância, de alguma maneira, que não conseguimos entender e/ou explicar, sentimos que estamos sós, ao lado do nosso sujeito e/ou objeto de amor, impregnados por uma profunda fé, meditativos ou inquisidores da consciência, estamos sós, na solidão, temos saudades do que não temos e de coisas que nem sabemos, a saudade mora na metáfora, que nos ensina que ter saudade é sentir poesia, deixá-la brotar sem semeá-la, ceifá-la, matá-la, sofrê-la sem senti-la, deixá-la doer para doá-la com a paixão de não possuí-la, ter saudades é completar-se com o vazio que ocupa a imensidão indizível e infinita da alma, o nada preenche, o resto, a matéria desprende ... © Carpinteiro

Elegia da Bela Paixão

Na guerra Combatemos a guerra E aprendemos a ter relações Na paz que enamora teus lábios E o fruto da tua língua Amo a paz derradeira E navego no amor guerrilheiro Das matas do coração As balas abrem feridas Que jamais cicatrizam Amo as balas E o disparo de carícias noturnas Esta madrugada foi eterna Faltou-nos coragem ao prazer Mas gritamos as dores da terra Terra fica dentro da minha carne Encrava tuas unhas na minha pele E tortura o arado da volúpia Homens de beijos tímidos Deixai que o romantismo Da revolucionária poesia Transgrida as regras do jogo E brinquemos feito crianças Depositemos como elas Toda seriedade da natureza Na penetração Como as águas do mar As palavras dão lugar a pensamentos E não há como e nem queremos Esquecer o orgasmo total Que foi o processo do conhecimento Dos olhares e toques De nossas vidas Eu te tenho Não como algo que me pertence E sim com tudo de dentro de ti Como uma bela mulher ...

Uma lenda de Homero sobre a Grécia antiga

Era framboesa A fruta que mordeste E o licor de seiva Desnudava a tua natureza Ainda guardo este sabor No jardim desta memória A vela acesa bruxuleava Teus gestos pela casa À sombra de meus desejos E o fruto de tua filosofia Era como uma lira A tocar meus sentidos Numa lenda de Homero Sobre a Grécia antiga © Carpinteiro Porto, 18/05/2020