Quando nós somos estrangeiros, passageiros, e atravessamos estes cenários, que nós nunca vemos, ou ainda que por quaisquer motivos já por ele tivéssemos passado, e o tivéssemos visto, mas não sentido da maneira que (agora) me coloco para vê-lo. Quando nós não somos do lugar, nós tendemos a gostar mais do lugar, exatamente porque o nosso estrangeirismo faz com que a gente veja as coisas do lugar, de outra maneira, ainda que este lugar nos cause alguma repulsa, por quaisquer motivos, nós conseguimos ver muito mais o lugar do que aquelas pessoas que já estão entranhadas neste lugar, e que por quaisquer motivos também possam ter quaisquer repulsas com este mesmo lugar, ou até mesmo com elas próprias, nas condições em que elas estão nestes lugares. Porque é preciso também estar aberto para ver. Não basta que os nossos olhos, as nossas pálpebras, as nossas íris, e todo o fenômeno que envolve a percepção da nossa visão, os impulsos cerebrais, externos e internos, e que movimentam o nosso si...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense