José Ribamar Gomes de Oliveira nasceu em 1951, às margens do Rio Caeté, no bairro do Cereja, em Bragança do Pará. É desse lugar que começo a lembrá-lo, porque é também desse lugar que sua vida parece ter encontrado uma espécie de centro permanente: Bragança não foi apenas a cidade onde nasceu, mas a matéria que ele passou décadas pesquisando, escrevendo, ensinando e devolvendo aos outros através dos livros, das conversas, das instituições e dos projetos culturais que ajudou a criar. Sua formação em Letras e Artes pela Universidade Federal do Pará, onde foi orador de sua turma em 1997, deu passagem a uma trajetória em que a palavra acadêmica encontrou a experiência cotidiana da cidade, dos seus moradores, das suas ruas, dos seus templos, do rio, das festas, do cinema e das muitas histórias que Ribamar foi recolhendo ao longo do tempo. Quando penso nele, penso primeiro no professor Ribamar, que é como sempre gostei de chamá-lo. Foi uma pessoa que me acolheu e com quem aprendi bastante, ...
O Pará encerra o primeiro semestre de 2026 diante de uma contradição econômica que já não pode ser tratada como detalhe do modelo de desenvolvimento amazônico. Em apenas seis meses, a indústria mineral faturou R$ 52,2 bilhões no estado. O Pará respondeu sozinho por 34,6% de todo o faturamento mineral brasileiro, ficando atrás apenas de Minas Gerais. No mesmo período, toda a mineração brasileira faturou R$ 150,7 bilhões. Ou seja: aproximadamente um de cada três reais faturados pela mineração nacional saiu do território paraense. Os dados são do Instituto Brasileiro de Mineração, o IBRAM. No mesmo balanço, o instituto informa que o setor mineral produziu US$ 20,3 bilhões de saldo comercial no primeiro semestre de 2026, equivalente a 48% de todo o saldo da balança comercial brasileira. O minério de ferro continuou decisivo nesse resultado e a China absorveu 70,1% do volume das exportações minerais brasileiras. O Pará ocupa posição central nessa máquina exportadora. Carajás, em Parauapebas...