Dois videoclipes realizados entre paisagens atlânticas, convivências artísticas e encontros de criação acabam de chegar ao público. Finalizados em maio de 2026 pelo pesquisador, cineasta e professor Francisco Weyl, os trabalhos The Banjo Project e Tanto Brincou emergem de uma experiência intensa vivida entre Portugal e Brasil, reunindo música, amizade, pesquisa, memória e experimentação audiovisual. As obras têm origem no período de Doutoramento Sanduíche realizado por Francisco Weyl, entre outubro de 2024 e março de 2025, na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal. Durante essa temporada, o pesquisador viveu uma imersão acadêmica, artística e humana marcada pelo acolhimento dos amigos e artistas Micaela Barbosa — professora e atriz — e Philip Beck — professor de música, músico e compositor. Na aldeia de Grade, em Arcos de Valdevez, entre estudos, conversas, práticas criativas, música, cotidiano e circulação de ideias, nasceram imagens capta...
O Oscar talvez seja hoje a face mais sofisticada da hipocrisia cultural do capitalismo global. Hollywood construiu uma indústria capaz de transformar sofrimento humano em espetáculo rentável, consciência política em marketing e tragédia coletiva em prestígio internacional. Mas o problema não está apenas nos filmes, nos discursos ou nas celebridades. Está sobretudo nos financiadores invisíveis que sustentam essa engrenagem mundial do entretenimento. Grande parte da indústria cinematográfica internacional, dos megaeventos culturais e até dos circuitos da arte contemporânea opera sob financiamento direto ou indireto de bancos transnacionais, fundos financeiros, plataformas tecnológicas, conglomerados empresariais e grupos de investimento profundamente ligados às estruturas econômicas que atravessam guerras, mineração predatória, petróleo, destruição ambiental, especulação financeira e colonialismo econômico contemporâneo. Os mesmos capitais que circulam entre corporações armamentistas, me...