O FICCA Ponto de Cultura inicia, neste mês de setembro, uma nova etapa de sua programação cultural, formativa e artística, reunindo atividades que se estendem até julho de 2027 e fortalecem a presença do Festival Internacional de Cinema do Caeté nos territórios onde desenvolve suas ações. O novo calendário articula cinema, literatura, música, teatro, dança, cultura popular, formação, memória e criação artística, aproximando artistas, pesquisadores, estudantes, professores, produtores culturais e comunidades em uma programação contínua construída a partir das redes de colaboração do FICCA. A agenda começa em setembro com a Multifeira – Multifário, na Casa FICCA, em Belém; a reabertura da Casa do Poeta; a exibição on-line das obras premiadas do FIM.ME; novas ações do Projeto Rosilene Cordeiro e o terceiro módulo da formação PHOMENTA. A Escola Municipal República de Portugal também integra essa nova etapa. O espaço receberá oficinas vinculadas ao Projeto OCUPA FICCA, ampliando o trabal...
Diante desse debate sobre as “opções para o governo do Pará”, das pesquisas de intenção de votos e da recorrente fala sobre o “voto útil”, vamos começar por uma pergunta: por que candidaturas alternativas, como as do Bloco PSTU e da Unidade Popular, são sistematicamente invisibilizadas, como se sequer integrassem o debate político sobre o futuro do Estado? Como chegamos a um ponto em que as únicas opções consideradas competitivas são aquelas que o sistema político, empresarial e midiático apresenta como tais, enquanto outras candidaturas permanecem fora da narrativa antes mesmo que a sociedade tenha a oportunidade de conhecê-las, confrontá-las, criticá-las e pensar a partir delas? E há uma segunda pergunta, diferente desta, mas diretamente relacionada: qual foi o papel da pequena burguesia, dos intelectuais e dos artistas durante todos estes anos e de que lado eles se colocaram na construção dessa realidade? Porque precisamos olhar também para os brancos do centro da cidade, em seus co...