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Postagens

Dezoito filmes e uma cartografia do cinema contemporâneo: a primeira edição do FIM.ME

  Todo festival nasce de uma pergunta. O FIM.ME – Festival Internacional de Filmes de Médias-Metragens nasceu de uma questão que orientou sua criação: qual espaço ocupa a média-metragem no cinema contemporâneo? A partir da observação dos circuitos de difusão cinematográfica, percebe-se uma presença consolidada de festivais dedicados ao curta-metragem e ao longa-metragem. A média-metragem permanece como uma forma de realização com características próprias, reunindo obras que trabalham um tempo específico de construção narrativa, elaboração estética e desenvolvimento de linguagem. O FIM.ME surge nesse campo de reflexão, dedicando-se exclusivamente à média-metragem e criando um espaço de circulação, encontro e observação sobre essa duração cinematográfica. O festival nasce a partir das articulações internacionais construídas pelo FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, mantendo conexões com uma rede que aproxima Amazônia, Portugal e Cabo Verde, ao mesmo tempo em que estabel...
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Poeta marajoara Ubiraci Conceição denuncia continuidade de perseguição policial contra sua família em Belém

 O poeta, cordelista e trovador marajoara Ubiraci Conceição voltou a denunciar, no último dia 2 de agosto de 2026, a continuidade de ações de intimidação e perseguição contra sua família. Segundo seu relato, policiais militares do 24º Batalhão realizaram uma nova incursão durante a madrugada, desta vez na residência de um de seus sobrinhos. Em manifestação pública divulgada por meio das redes de apoio ao caso, Ubiraci afirmou que os policiais entraram na residência sem apresentar mandado judicial e justificaram a operação com a alegação de que o morador estaria envolvido com o tráfico de drogas. O poeta contesta a acusação e afirma que seu sobrinho é trabalhador, possui ocupação regular e não faz uso de álcool ou outras drogas. Além da entrada na residência, Ubiraci relata que a ação foi marcada por constrangimentos e ameaças dirigidas aos familiares, ampliando o ambiente de insegurança que, segundo ele, se instalou desde março de 2025. Um caso que permanece aberto As novas denúnci...

A crise civilizatória e o papel do cientista diante do século XXI

Quando parte da comunidade científica e das elites intelectuais burguesas e pequeno-burguesas reconhecerá a dívida histórica acumulada pela invisibilização e pela usurpação dos conhecimentos produzidos por povos indígenas, comunidades negras, populações tradicionais e trabalhadores? Durante séculos, esses conhecimentos foram classificados como intuitivos, empíricos, primitivos ou desprovidos de método. Hoje, muitos dos seus princípios, conceitos e práticas reaparecem legitimados por referências acadêmicas estrangeiras, frequentemente desvinculados de seus territórios, de seus autores e de suas matrizes históricas. A quem pertence o reconhecimento? Quem recebe o crédito pela descoberta? Quem define o que é conhecimento legítimo? A produção científica exige também justiça epistemológica: reconhecer as origens do conhecimento, citar seus sujeitos, respeitar seus métodos e restituir sua autoria histórica. Durante séculos, parte dos cientistas e das elites intelectuais burguesas e pequeno-b...

A noite dos meteoros, o Dia da Sobrecarga da Terra e a lição que os céus não precisaram anunciar.

A passagem da noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2026 foi marcada pelas chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas, E me demandei se isso seria um sinal celestial do que ocorreu no dia 30 de Julho, o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day), data em que a humanidade passa a consumir mais recursos naturais do que o planeta consegue regenerar ao longo de um ano. Apesar da Lua quase cheia ter reduzido minha visibilidade na madrugada em que passeio meus cães, observei dezenas de meteoros, enquanto pensava que a coincidência de datas não significa que um fenômeno provoque ou anuncie o outro. Entretanto, sabemos que diferentes civilizações sempre olharam para o céu como um espelho da vida na Terra. E eu, que me guio pelas estrelas, Mas, talvez a maior inversão seja esta: durante milênios, buscávamos nos céus sinais sobre o destino humano. Agora, o sinal mais evidente está na própria Terra. Enquanto meteoros riscam o céu por alguns segundos, a humanidade te...

FICCA – Ponto de Cultura abre chamamento contínuo para oficinas de linguagens artísticas e formativas

  EDITAL Nº 1/2026 – FICCA – PONTO DE CULTURA FICCA – PONTO DE CULTURA EDITAL Nº 1 / 2026 CHAMAMENTO CONTÍNUO DE OFICINEIROS PARA AÇÕES DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL O FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, por meio de sua Coordenação, torna público o presente Chamamento Contínuo para seleção de artistas, fazedores de cultura, educadores e agentes culturais interessados em propor e ministrar oficinas de linguagens artísticas e processos formativos culturais nos territórios parceiros do FICCA. A iniciativa integra as ações permanentes do FICCA enquanto Ponto de Cultura, fortalecendo a circulação de saberes, a formação cultural, a criação artística e o encontro entre artistas e comunidades. 1. DO OBJETO 1.1. O presente edital selecionará propostas de oficinas presenciais de linguagens artísticas e/ou processos formativos culturais, com duração mínima de 3 (três) horas e máxima de 4 (quatro) horas. 1.2. As oficinas serão realizadas mensalmente, entre setemb...

Conexão ARANDU: quando uma nascente chama outra nascente

Participei da reunião do Conexão ARANDU (27.07), a convite de Rosilene Cordeiro, antiga parceira de caminhos, arte, memória e territórios. Rosilene coordena o projeto a partir da Casa Poranga, em Icoaraci, e foi ali que comecei a entender uma proposta que pretende ligar comunidades parentes-irmãs pela memória cultural dos rios que as circundam, estabelecendo uma circulação entre Belém, Primavera, Bragança e Irituia, acompanhando os percursos do Rio Irituia, Rio Capim, Rio Maguari e Rio Caeté. O próprio texto do projeto fala em encontrão. Gosto dessa palavra porque ela diz muito do que ouvi na reunião. Um encontrão de pessoas, comunidades, memórias, oralidades, objetos, experiências e modos de viver que voltam a se aproximar para reestabelecer fluxos, reurdir relações e fortalecer vínculos construídos muito antes deste projeto existir. Na reunião ouvi que a circulação passará pela Casa Poranga, em Icoaraci, pela Casa da Vozinha, em Primavera, pela Associação Mulheres da Vila Que Era, em...

PSTU, PCO e a Amazônia: quando a polêmica silencia os territórios

Os artigos recentemente publicados pelo PSTU e pelo PCO sobre os megaprojetos na Amazônia suscitaram uma reflexão que ultrapassa a disputa entre duas organizações políticas. Interesso-me por esse debate porque ele toca questões sobre as quais venho pesquisando, escrevendo e realizando filmes há muitos anos. Não parto da polêmica; parto dos territórios. O artigo do PSTU apresenta uma crítica consistente aos grandes empreendimentos que atravessam a Amazônia paraense. Ferrogrão, hidrovias, Belo Sun, exploração de petróleo na Margem Equatorial, mercado de carbono e outros projetos aparecem relacionados aos impactos sociais, ambientais e territoriais que produzem. O texto recupera um aspecto decisivo desse debate: a defesa da consulta prévia, livre e informada, conforme estabelece a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, e o reconhecimento de que povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas e demais comunidades tradicionais devem participa...

LAMINE YAMAL – Adaptación al Español (Carpintero de Poesía)

  ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! En el fútbol, todos buscan un lugar bajo el sol. En el fútbol, todos buscan un lugar bajo el sol. ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! Era el año dos mil veintiséis, difícil hasta de decir. Era el año dos mil veintiséis, difícil hasta de decir. Un mal año... un mal año... ¡Eh... Lamine Yamal, tú que eres genial! Aquel día, después del partido, levantaste la bandera de Palestina. Aquel día, después del partido, levantaste la bandera de Palestina. Del río al mar, Palestina libre será. Del río al mar, Palestina libre será. ¡Eh, Lamine Yamal, tú que eres genial! Un lugar bajo el sol... un lugar bajo el sol... Tú que eres genial, defiende la causa actual. Tú que eres genial, defiende la causa actual. Del río al mar, Palestina libre será. Del río al mar, Palestina libre será. ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! Todos buscan un lugar bajo el sol. Todos buscan un lugar bajo el sol. Del río al mar, Palestin...

LAMINE YAMAL (Blues) - Carpinteiro Weyl

Conteúdo partilhado com: Público Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal.  Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal. No mundo do futebol,  todo mundo busca um lugar ao sol.  No mundo do futebol,  todo mundo busca um lugar ao sol. Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal. Era o ano de dois mil e vinte e seis,  difícil até de dizer.  Era o ano de dois mil e vinte e seis,  difícil até de dizer. Um ano ruim...  um ano ruim... Ei... Lamine Yamal,  você que é um cara legal. Naquele dia,  depois da partida,  você ergueu  a bandeira da Palestina. Naquele dia,  depois da partida,  você ergueu  a bandeira da Palestina. Do rio ao mar,  a Palestina livre será.  Do rio ao mar,  a Palestina livre será. Ei, Lamine Yamal,  você que é um cara legal. Um lugar ao sol...  um lugar ao sol... Você que é um cara legal,  defendendo a causa atual.  Você...

Um olho na Copa, outro em Gaza - CARPINTEIRO DE POESIA

Assisti a todos os jogos da Copa do Mundo. Alguns deles revi nos compactos. Passei semanas acompanhando escalações, esquemas táticos, estatísticas, entrevistas, gols, defesas, arbitragem, campanhas publicitárias, os patrocinadores ocupando cada centímetro das placas luminosas, as marcas disputando espaço nas camisas, nos telões, nas transmissões, nas redes sociais. A Copa movimenta bilhões de dólares. Empresas investem fortunas para associar seus produtos ao maior espetáculo esportivo do planeta. O futebol se transforma numa gigantesca vitrine do consumo global. Também acompanhei as notícias sobre jogadores denunciados por assédio, dirigentes envolvidos em escândalos, disputas comerciais, contratos milionários, interesses políticos, acordos que quase nunca chegam às manchetes. A indústria do futebol também produz silêncios. Também escolhe aquilo que ganha luz e aquilo que permanece nas sombras. Foi assim que assisti à Copa. Com um olho na televisão. E outro voltado para Gaza. Enquanto ...