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PSTU, PCO e a Amazônia: quando a polêmica silencia os territórios

Os artigos recentemente publicados pelo PSTU e pelo PCO sobre os megaprojetos na Amazônia suscitaram uma reflexão que ultrapassa a disputa entre duas organizações políticas. Interesso-me por esse debate porque ele toca questões sobre as quais venho pesquisando, escrevendo e realizando filmes há muitos anos. Não parto da polêmica; parto dos territórios. O artigo do PSTU apresenta uma crítica consistente aos grandes empreendimentos que atravessam a Amazônia paraense. Ferrogrão, hidrovias, Belo Sun, exploração de petróleo na Margem Equatorial, mercado de carbono e outros projetos aparecem relacionados aos impactos sociais, ambientais e territoriais que produzem. O texto recupera um aspecto decisivo desse debate: a defesa da consulta prévia, livre e informada, conforme estabelece a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, e o reconhecimento de que povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas e demais comunidades tradicionais devem participa...
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LAMINE YAMAL – Adaptación al Español (Carpintero de Poesía)

  ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! En el fútbol, todos buscan un lugar bajo el sol. En el fútbol, todos buscan un lugar bajo el sol. ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! Era el año dos mil veintiséis, difícil hasta de decir. Era el año dos mil veintiséis, difícil hasta de decir. Un mal año... un mal año... ¡Eh... Lamine Yamal, tú que eres genial! Aquel día, después del partido, levantaste la bandera de Palestina. Aquel día, después del partido, levantaste la bandera de Palestina. Del río al mar, Palestina libre será. Del río al mar, Palestina libre será. ¡Eh, Lamine Yamal, tú que eres genial! Un lugar bajo el sol... un lugar bajo el sol... Tú que eres genial, defiende la causa actual. Tú que eres genial, defiende la causa actual. Del río al mar, Palestina libre será. Del río al mar, Palestina libre será. ¡Eh, Lamine Yamal, sé que eres genial! Todos buscan un lugar bajo el sol. Todos buscan un lugar bajo el sol. Del río al mar, Palestin...

LAMINE YAMAL (Blues) - Carpinteiro Weyl

Conteúdo partilhado com: Público Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal.  Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal. No mundo do futebol,  todo mundo busca um lugar ao sol.  No mundo do futebol,  todo mundo busca um lugar ao sol. Ei, Lamine Yamal,  eu sei que você é um cara legal. Era o ano de dois mil e vinte e seis,  difícil até de dizer.  Era o ano de dois mil e vinte e seis,  difícil até de dizer. Um ano ruim...  um ano ruim... Ei... Lamine Yamal,  você que é um cara legal. Naquele dia,  depois da partida,  você ergueu  a bandeira da Palestina. Naquele dia,  depois da partida,  você ergueu  a bandeira da Palestina. Do rio ao mar,  a Palestina livre será.  Do rio ao mar,  a Palestina livre será. Ei, Lamine Yamal,  você que é um cara legal. Um lugar ao sol...  um lugar ao sol... Você que é um cara legal,  defendendo a causa atual.  Você...

Um olho na Copa, outro em Gaza - CARPINTEIRO DE POESIA

Assisti a todos os jogos da Copa do Mundo. Alguns deles revi nos compactos. Passei semanas acompanhando escalações, esquemas táticos, estatísticas, entrevistas, gols, defesas, arbitragem, campanhas publicitárias, os patrocinadores ocupando cada centímetro das placas luminosas, as marcas disputando espaço nas camisas, nos telões, nas transmissões, nas redes sociais. A Copa movimenta bilhões de dólares. Empresas investem fortunas para associar seus produtos ao maior espetáculo esportivo do planeta. O futebol se transforma numa gigantesca vitrine do consumo global. Também acompanhei as notícias sobre jogadores denunciados por assédio, dirigentes envolvidos em escândalos, disputas comerciais, contratos milionários, interesses políticos, acordos que quase nunca chegam às manchetes. A indústria do futebol também produz silêncios. Também escolhe aquilo que ganha luz e aquilo que permanece nas sombras. Foi assim que assisti à Copa. Com um olho na televisão. E outro voltado para Gaza. Enquanto ...

Vindo de onde vim, passando pelo que passei, sendo quem sou e enfrentando o que enfrento, sou muito mais do que vitorioso, sou rico

  Eu sei que sou um vitorioso. E digo isso com orgulho, porque sou filho do meu pai, Zenito, e da minha mãe, Zinha.  Tenho na minha cabeça o meu pai Ogum, o meu pai Oxóssi, a minha mãe Iansã, o meu pai Exu.  Tenho em mim os pretos e as pretas velhas, o São Jorge Guerreiro. Eu sei que a vida é a coisa mais linda que existe e que o projeto humano é um projeto em construção. Dentro dessa condição, sei que sou um cidadão vitorioso e bastante privilegiado por ter estudado e hoje ser doutor. Mas confesso: nem sempre sei lidar com as derrotas. Embora eu não esteja derrotado neste momento. Porque, vindo de onde vim, passando pelo que passei, sendo quem sou e enfrentando o que enfrento, sou muito mais do que vitorioso. Sou rico. Profundamente rico. Abundantemente rico. Espiritualmente rico. Tenho os meus animais, a minha esposa, os meus filhos, meus irmãos e irmãs, meus amigos, os poemas, os filmes e toda essa arte que emana em mim. É isso que me movimenta no meu nomadismo, n...

Antes da final: algumas notas sobre a Copa do Mundo - CARPINTEIRO DE POESIA

Hoje Argentina e Inglaterra disputam uma vaga na final da Copa do Mundo. Escrevo antes da partida. Portanto, minha posição independe do resultado. Ela nasce de uma reflexão que o próprio Mundial vem provocando em mim. Tenho visto muitos brasileiros dizendo que não vão torcer pela Argentina em razão da questão do racismo e da omissão de muitos atletas argentinos diante das manifestações racistas de parte da torcida. Compreendo essa indignação. Quando alguém ocupa um lugar de referência pública, sua voz também produz responsabilidades. E o seu silêncio, diz muito. Mas, ao mesmo tempo, pergunto: por que nossa indignação para justamente aí? Se concentramos toda a crítica apenas sobre uma seleção, corremos o risco de deixar de lado outras hipocrisias que também atravessam o futebol mundial. A FIFA tornou-se uma das instituições mais poderosas do esporte. Seu modelo econômico movimenta bilhões e depende justamente do caráter planetário da Copa do Mundo. Não digo que a FIFA deva tratar todos ...

Notas de um torcedor sobre o momento atual do Paysandu na Série C

Tenho acompanhado essa Série C rodada a rodada e, quanto mais observo a competição, mais acredito que o Paysandu continua dependendo principalmente de si para chegar entre os oito. É um otimismo que nasce da tabela, do elenco e da própria dinâmica do campeonato. Muita gente olha apenas para os tropeços recentes e esquece de enxergar o percurso inteiro. O Paysandu começou o ano em intensidade máxima, disputando competições simultâneas, conquistando títulos importantes, como a Copa Verde e a Copa Norte, viajando pelo país e sustentando um calendário que cobra um preço físico muito alto. Poucas equipes da Série C enfrentaram uma sequência tão exigente. Esse desgaste coletivo apareceu em campo. Em alguns momentos, o time perdeu intensidade na marcação, reduziu a pressão sobre a saída de bola dos adversários e já não manteve, durante os noventa minutos, o mesmo ritmo que marcou o início da temporada. Era um movimento previsível diante da carga de jogos acumulada. A diretoria percebeu esse c...

Arte, Cultura e Direito à Memória: publicados os Anais do III Seminário Nacional de Memórias Cênicas na Amazônia

Já está disponível para acesso público a obra Arte & Cultura: do esquecimento ao direito à memória, publicação que reúne os Anais do III Seminário Nacional de Memórias Cênicas na Amazônia, realizado em Belém do Pará, entre os dias 4 e 7 de dezembro de 2024. Promovido pelo Grupo de Pesquisa Perau – Memória, História e Artes Cênicas na Amazônia, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, o seminário consolidou-se como um espaço de encontro entre pesquisadores, artistas, mestres de cultura, estudantes e instituições dedicadas à preservação das memórias culturais amazônicas. A publicação reúne conferências, mesas temáticas e vinte e seis artigos que abordam questões relacionadas às artes cênicas, patrimônio cultural, arquivos, políticas da memória, práticas artísticas, processos formativos, culturas populares e experiências de pesquisa desenvolvidas na Amazônia e em outras regiões do Brasil. Tenho a alegria de participar desta edição como autor do ...

Entre Amazônia, África e Portugal: a trajetória afro-atlântica de Francisco Weyl

A presença de África na trajetória de Francisco Weyl integra um percurso de formação, criação audiovisual, pesquisa, intercâmbio cultural e reflexão crítica construído entre Amazônia, Cabo Verde, Angola, Portugal e outros territórios do Atlântico de língua portuguesa. Essa experiência atravessa sua obra e sua atuação pública como realizador, professor, pesquisador, articulador cultural e escritor, reunindo cinema, docência, crítica, formação audiovisual e diálogo continuado com artistas, intelectuais e instituições africanas. Entre 2005 e 2007, Francisco Weyl atuou como professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, na Cidade da Praia, ministrando disciplinas ligadas à arte, estética, fotografia, cinema, vídeo, comunicação e jornalismo online. A experiência universitária em Cabo Verde consolidou um campo de pesquisa e convivência que aproximou sua formação intelectual dos debates sobre cultura, identidade, pós-colonialidade, comunicação e produção audiovisual no contexto africa...

FIM.ME APRESENTA LAUREA OFICIAL E DIVULGA CALENDÁRIO DE EXIBIÇÕES DA 1ª EDIÇÃO

O Festival Internacional de Filmes de Médias-Metragens - FIM.ME - apresenta oficialmente a Laurea de Seleção Oficial da sua primeira edição e divulga o calendário de atividades que marcará a etapa pública do festival. A laurea identifica as obras selecionadas para a fase internacional de julgamento e passa a integrar a identidade visual permanente do FIM.ME. Os realizadores das 18 obras classificadas já começam a receber o selo oficial, que poderá acompanhar cartazes, plataformas de exibição, catálogos, materiais promocionais e ações de divulgação dos filmes. Sua identidade visual inspira-se nos rios amazônicos, nas travessias atlânticas e nas articulações culturais que aproximam Brasil, Cabo Verde e Portugal. O símbolo reúne referências ao olhar cinematográfico, à lente, aos percursos das águas e aos encontros entre territórios, culturas e cinematografias. A apresentação da laurea acontece em um momento importante da primeira edição do festival. Após receber cerca de 30 inscrições pro...