Mini-documentário de Francisco Weyl e Marcelo Rodrigues acompanha mulheres que transformam seus territórios por meio da cultura, da memória e da organização comunitária em Primavera e Quatipuru PRIMAVERA (PA) – A força das mulheres que sustentam espaços culturais, associativos e comunitários no Nordeste Paraense é o centro do mini-documentário Primavera das Mulheres, lançado em 2026 pelo realizador Francisco Weyl, com direção de fotografia e cinematografia de Marcelo Rodrigues. Com aproximadamente 20 minutos de duração, o filme foi construído a partir da itinerância do FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, que percorre durante todo o ano cidades, comunidades rurais, quilombos e territórios culturais entre Belém e Augusto Corrêa. Realizado a partir de registros feitos durante a décima edição do festival, em 2025, o documentário tem como cenário principal três espaços coordenados por mulheres: a Casa da Vozinha e a Associação Guarumandeua, em Primavera, e o Ponto de Cultura ...
Assisti ao longa-metragem Garimpo Bar (2024), dirigido e roteirizado por Amaury Pinheiro, após receber do realizador o link para visualização da obra. Antes mesmo de entrar em seus aspectos narrativos e formais, penso ser necessário situar o filme dentro das condições concretas de sua produção. Trata-se de um filme paraense realizado no sudeste do estado, entre Jacundá e Marabá, região onde fazer cinema continua sendo um enorme desafio. Embora nos últimos anos tenha ocorrido uma retomada das políticas públicas para o audiovisual, seja através da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc e de outros mecanismos de incentivo, sabemos que a distribuição dos recursos ainda permanece profundamente desigual. A maior parte das estruturas de produção, circulação e financiamento continua concentrada no eixo Rio-São Paulo, nas mãos de empresas e grupos que dominam os circuitos dos editais e dos investimentos. Produzir um longa-metragem no interior da Amazônia exige enfrentar uma série d...