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Entre Amazônia, África e Portugal: a trajetória afro-atlântica de Francisco Weyl

A presença de África na trajetória de Francisco Weyl integra um percurso de formação, criação audiovisual, pesquisa, intercâmbio cultural e reflexão crítica construído entre Amazônia, Cabo Verde, Angola, Portugal e outros territórios do Atlântico de língua portuguesa. Essa experiência atravessa sua obra e sua atuação pública como realizador, professor, pesquisador, articulador cultural e escritor, reunindo cinema, docência, crítica, formação audiovisual e diálogo continuado com artistas, intelectuais e instituições africanas. Entre 2005 e 2007, Francisco Weyl atuou como professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, na Cidade da Praia, ministrando disciplinas ligadas à arte, estética, fotografia, cinema, vídeo, comunicação e jornalismo online. A experiência universitária em Cabo Verde consolidou um campo de pesquisa e convivência que aproximou sua formação intelectual dos debates sobre cultura, identidade, pós-colonialidade, comunicação e produção audiovisual no contexto africa...
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FIM.ME APRESENTA LAUREA OFICIAL E DIVULGA CALENDÁRIO DE EXIBIÇÕES DA 1ª EDIÇÃO

O Festival Internacional de Filmes de Médias-Metragens - FIM.ME - apresenta oficialmente a Laurea de Seleção Oficial da sua primeira edição e divulga o calendário de atividades que marcará a etapa pública do festival. A laurea identifica as obras selecionadas para a fase internacional de julgamento e passa a integrar a identidade visual permanente do FIM.ME. Os realizadores das 18 obras classificadas já começam a receber o selo oficial, que poderá acompanhar cartazes, plataformas de exibição, catálogos, materiais promocionais e ações de divulgação dos filmes. Sua identidade visual inspira-se nos rios amazônicos, nas travessias atlânticas e nas articulações culturais que aproximam Brasil, Cabo Verde e Portugal. O símbolo reúne referências ao olhar cinematográfico, à lente, aos percursos das águas e aos encontros entre territórios, culturas e cinematografias. A apresentação da laurea acontece em um momento importante da primeira edição do festival. Após receber cerca de 30 inscrições pro...

Buçu vive jornada de educação patrimonial e projeta novas ações de memória em Augusto Corrêa

A Comunidade Buçu, em Augusto Corrêa, viveu no dia 18 de junho uma jornada intensa de educação patrimonial, cartografia social e valorização da memória coletiva. Realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Fernandes, a oficina Mapas Afetivos – Patrimônio Cultural na Comunidade Buçu reuniu cerca de 150 estudantes, além de professoras, educadoras, pesquisadoras e colaboradores, em torno de uma proposta que colocou o território no centro da aprendizagem e fez da escola um espaço de escuta, observação, pesquisa e criação. A atividade integrou o projeto Popularizando a Ciência: Produção de Material Educativo Intercultural, coordenado pelas professoras doutoras Roberta Sá Leitão Barboza e Norma Cristina Vieira Costa, da Universidade Federal do Pará, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Prefeitura de Augusto Corrêa e instituições de ensino e pesquisa comprometidas com a educação patrimonial na Amazônia. Conduzida por Danilo Gusta...

O XADREZ DO MUNDO DE BUSCAPÉ BLUES

Xadrez do Mundo talvez seja uma obra pequena apenas para quem mede a cultura pelo tamanho dos orçamentos. Vista a partir das estéticas de guerrilha que atravessam a trajetória de Buscapé Blues e Francisco Weyl, ela revela um campo muito mais amplo de disputas simbólicas, invenções cotidianas e afirmação cultural amazônica. A origem da canção é simples e poderosa. Um professor procura Buscapé Blues em busca de uma ferramenta pedagógica para trabalhar o xadrez em sala de aula. A resposta não vem sob a forma de uma apostila ou de uma aula convencional. Surge como música. Surge como poesia. Surge como criação popular. Buscapé faz aquilo que sempre marcou sua trajetória: transforma conhecimento em linguagem acessível sem empobrecer sua complexidade. As peças do tabuleiro aparecem como personagens de uma pedagogia poética capaz de ensinar estratégia, movimento, conflito, inteligência e convivência. Poucos dias depois da composição, a canção ainda respirava seu primeiro fôlego quando começou ...

COMUNIDADE BUÇU REALIZA OFICINA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL QUE ARTICULA MEMÓRIA E IDENTIDADE CULTURAL AMAZÔNICA

Projeto coordenado pela UFPA e desenvolvido em parceria com o IPHAN reúne estudantes, educadores e pesquisadores em torno da valorização do patrimônio cultural local A Comunidade Buçu, situada na zona rural de Augusto Corrêa, no nordeste paraense, será palco, no próximo dia 18 de junho, de uma importante experiência de educação patrimonial voltada ao fortalecimento da memória coletiva, dos saberes tradicionais e das referências culturais que constituem a identidade do território. A Oficina de Educação Patrimonial “Mapas Afetivos – Patrimônio Cultural na Comunidade Buçu” integra o projeto “Popularizando a Ciência: Produção de Material Educativo Intercultural”, coordenado pelas professoras doutoras Roberta Sá Leitão Barboza e Norma Cristina Vieira Costa, da Universidade Federal do Pará (UFPA), ação incentivada pelo Iphan, no âmbito da Incubadora de Projetos de Educação Parimonial (COGEDU\DAFE). Assim, a iniciativa reúne a UFPA, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IP...

TRADIÇÃO DOS CORDÕES DE PÁSSARO SE TORNA DOCUMENTÁRIO NA VILA DO PATAL

Uma manifestação cultural que atravessa gerações voltou a ocupar o espaço da comunidade durante a festa junina da Escola Lauro Barbosa, na Vila do Patal. O Cordão de Pássaro Bragantino, representado este ano pela Arara Vermelha, levou música, teatro, dança e memória coletiva para uma apresentação que marcou o reencontro da comunidade escolar com uma tradição que há muitos anos não se fazia presente naquele espaço. Segundo o coordenador do grupo, Paulo de Souza Silva, a história do cordão está profundamente ligada à trajetória de sua própria família. Filho de um antigo cantador de pássaros da região do Cafezal, ele cresceu acompanhando as apresentações realizadas pelo pai desde a infância. "Esse grupo nosso vem de pai para filho. Vem desde os anos 40", relata. Paulo lembra que seu pai era um dos principais cantadores da brincadeira e compunha as toadas interpretadas durante as apresentações. Ainda menino, participou de algumas encenações ao lado dele, experiência que permanece...

Primavera das Mulheres documenta lideranças femininas que mantêm viva a cultura comunitária no Nordeste Paraense

Mini-documentário de Francisco Weyl e Marcelo Rodrigues acompanha mulheres que transformam seus territórios por meio da cultura, da memória e da organização comunitária em Primavera e Quatipuru PRIMAVERA (PA) – A força das mulheres que sustentam espaços culturais, associativos e comunitários no Nordeste Paraense é o centro do mini-documentário Primavera das Mulheres, lançado em 2026 pelo realizador Francisco Weyl, com direção de fotografia e cinematografia de Marcelo Rodrigues. Com aproximadamente 20 minutos de duração, o filme foi construído a partir da itinerância do FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, que percorre durante todo o ano cidades, comunidades rurais, quilombos e territórios culturais entre Belém e Augusto Corrêa. Realizado a partir de registros feitos durante a décima edição do festival, em 2025, o documentário tem como cenário principal três espaços coordenados por mulheres: a Casa da Vozinha e a Associação Guarumandeua, em Primavera, e o Ponto de Cultura ...

GARIMPO BAR: MEMÓRIA, SOBREVIVÊNCIA E CINEMA FEITO NO POSSÍVEL - Crítica | Cinema Paraense

Assisti ao longa-metragem Garimpo Bar (2024), dirigido e roteirizado por Amaury Pinheiro, após receber do realizador o link para visualização da obra. Antes mesmo de entrar em seus aspectos narrativos e formais, penso ser necessário situar o filme dentro das condições concretas de sua produção. Trata-se de um filme paraense realizado no sudeste do estado, entre Jacundá e Marabá, região onde fazer cinema continua sendo um enorme desafio. Embora nos últimos anos tenha ocorrido uma retomada das políticas públicas para o audiovisual, seja através da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc e de outros mecanismos de incentivo, sabemos que a distribuição dos recursos ainda permanece profundamente desigual. A maior parte das estruturas de produção, circulação e financiamento continua concentrada no eixo Rio-São Paulo, nas mãos de empresas e grupos que dominam os circuitos dos editais e dos investimentos. Produzir um longa-metragem no interior da Amazônia exige enfrentar uma série d...