Onde tem a miséria e a violência, lá estarão as mãos sujas de sangue do Estado. Onde tem a ignorância e o preconceito, lá estará a educação ideológica do Estado. Onde tem a soberba e a corrupção haverá Estado. E onde houver ódio e hipocrisia encontraremos o Estado. O Estado é a construção moral de uma idealidade projetada pelos pobres de espírito e pisada pelos parasitas burgueses que serão derrotados pela História. Eu sempre disse que a expressão Juiz corrupto é redundante. Os magistrados criam um sistema de proteção das castas cujo Poder Econômico lhes paga e cujo estatuto social lhes favorece. Onde tem a Justiça, tem um operador que a burla de diversas maneiras para que os demais sejam enganados e ele próprio seja o esperto da ocasião. Onde tem a Justiça, há um preto e uma bicha condenados e assassinados, enquanto os brancos estão soltos. E onde a Justiça fraqueja, ali será a moradia dos rebeldes, questionadores desta lógica perversa do capital que cega e aliena o ser de sua própria...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense