O que era para ser um filme épico tornou-se um processo criativo o de 16 anos, em que o realizador, produtor, pesquisador, antropólogo das imagens, e poeta Francisco Weyl deixou maturar como um bom vinho a se degustar com os melhores amigos. A obra é um curta quase média metragem de cerca de 18 minutos nos quais o criador alterna imagens fotográficas com imagens capturadas em Super-8 milímetros, ambientadas por uma canção ameríndia autoral do falecido poeta e compositor Konstantin Richter, que autorizou ainda em vida o uso da música no filme. Mazagão, a cidade fênix é estruturada por um longo texto do realizador no seu devir pesquisador, onde Weyl recorre à Semiótica para falar de Mazagão, seu deslocamento e ressurgimento, a mise-em-scene das representações das batalhas entre mouros e cristãos, as vias de pesquisa temática de Mazagão, e da própria metafísica mítica que envolve a tríade África-Europa-Brasil. O filme Mazagão, cidade fênix também renasceu das cinzas, tendo estado ad...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense