Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense
Comentários
1. apropria-se corajosamente dos discursos nietzschiano e glauberiano de forma assumida, indicando suas fontes originais, e confrontando o posicionamento dos hipócritas que se apropriam de discursos e idéias sem indicar suas origens, tal qual faz a ciência com a magia;
2. apropria-se da arte e do cinema para defender a arte e o cinema dos hipócritas e dos burgueses, portanto, é também hipócrita porque faz um discurso no interior do sistema hipócrita;
3. apropria-se da floresta como METAFORA não iluminada pelos raios solares dionisíacos, - denuncia a cultura apolínea oculta sob as arvores da floresta;
4. propõe a destruição dionisíaca da floresta amazônica;
5. define os vaga-lumes da floresta como aliados dionisíacos que simbolizam fusões essenciais resultantes do encontro das artes dos índios oprimidos com os dominadores brancos e dominados negros).
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Carpinteiro de Poesia e de Cinema