Saguenail interroga as imagens e de suas respostas ele constrói a narrativa documental. Disse-me isso numa entrevista que perdi, assim como muitos de meus filmes e conteúdos imagéticos ditos brutos, não finalizados para documentário ou outros projetos audiovisuais. E este não foi o primeiro material pelo qual muito trabalhei para o produzir que eu o perdi. Tenho muitos filmes que se tornaram narrativos porque os perdi. Encantaram-se no terreno do mito. Capaz que eu os re-filme um dia, quem sabe? Saguenail interroga as imagens que capta por quaisquer razões, e, destas, revela uma lógica filosófica documental audiovisual, mas, muitas das imagens que eu captei - e que perdi, não as poderei interrogar, quando muito, posso fazer um redobrado esforço para re-memoriá-las, re-contando-as, e assim reescrevo meus filmes, ainda que eu tenha imagens fotográficas destas produções, mas não mais os materiais audiovisuais, os filmes. Não mais interrogo, portanto, estas imagens que perdi, entreta...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense