Pular para o conteúdo principal

Vivências do Cinema de Guerrilhas - Resistência Climática em Braga [FICCA 2025]

A  Associação Observalícia, sem fins lucrativos e dedicada à pesquisa e atuação em questões de alimentação, tecnologia e ecologia social, convida o público para a oficina Vivências do Cinema de Guerrilhas – Resistência Climática em Braga [FICCA 2025], que ocorrerá no dia 3 de março de 2025, na sede da associação em Braga. Sob o mote "Cada Realizador um Guerrilheiro, cada Filme uma emboscada pela Justiça Climática", a oficina visa engajar os participantes na construção coletiva de filmes que denunciem as urgências climáticas e ecológicas atuais, utilizando o cinema como uma ferramenta de transformação social.

Em um contexto global marcado pela crise climática, o audiovisual, na sua essência de captação e transmissão, é uma resposta direta às ameaças ambientais que enfrentamos, quando apresentado como arma de intervenção. O Cinema de Guerrilha emerge como uma ferramenta pedagógica de resistência e transformação, podendo afetar profundamente o imaginário coletivo, especialmente em contextos periféricos e comunitários. A oficina, portanto, se concentra numa abordagem que utiliza tecnologias acessíveis, como celulares, para criar narrativas impactantes e transformadoras. A ideia é possibilitar às comunidades, especialmente em contextos periféricos, se apropriem dessas ferramentas, desenvolvendo sua capacidade de resistência e conscientização sobre os desafios ambientais que enfrentam.

A oficina será conduzida por Francisco Weyl. Autodenominado Carpinteiro de Poesia, Weyl é um ativista que realiza e pesquisa cinema na Amazônia, onde se destaca pelo seu trabalho na promoção da resistência através do cinema e do audiovisual. Criador e curador do FICCA- Festival Internacional de Cinema do Caeté, ele trabalha a partir das “estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível, temas de sua Tese de Doutorado, em andamento, através do Programa de Pós-Graduação em Artes da Uniiveridade Federal do Pará e da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa [carpinteirodepoesia@gmail.com].

OBJETIVOS E METODOLOGIA

Proporcionar um espaço de troca de experiências que permita aos participantes desenvolver processos criativos de resistência, usando a linguagem cinematográfica para confrontar as questões climáticas e ecológicas. Durante a oficina, os participantes serão convidados a construir um vídeo coletivo, a partir de um processo criativo colaborativo que inclui a concepção do roteiro, planejamento, filmagens e difusão. A proposta metodológica visa integrar os saberes locais e as memórias das comunidades participantes, especialmente no contexto da luta pela preservação ambiental e justiça climática.

PLANO PEDAGÓGICO

As dinâmicas pedagógicas da , oficinas de criação cinematográfica pressupõem Conferências relâmpago, Rodas Di-a-lógicas, sessões Cineclubistas. O plano pedagógico inclui sessões teóricas e práticas, como:

· Abertura e Provocação (17h30 - 18h): Apresentação do facilitador e discussão sobre as estéticas de guerrilha e a poética das tecnologias do possível.

· Cine-Choque e Diálogos Insurgentes (18h - 18h45): Exibição de filmes e discussão de estratégias narrativas de resistência.

· Tempestade de Idéias e Planejamento Rápido (18h45 - 19h15): Levantamento de temas urgentes e criação de uma ideia coletiva para o microfilme.

· Produção e Filmagem de Guerrilha (19h15 - 20h30): A prática de filmagens rápidas com equipamentos simples.

· Montagem Expressa e Hackeamento Audiovisual (20h30 - 21h15): Edição rápida e uso de softwares livres.

· Exibição e Encerramento (21h15 - 22h): Exibição dos microfilmes e discussão coletiva sobre as possibilidades do cinema como prática insurgente.

PROGRAMAÇÃO DE FILMES

A programação de filmes contará com uma seleção das obras realizadas por Francisco Weyl, como #ForaCargill, Artesania Caeteuara, A Poeta do Xingu, Trilhas para a África
Gapuiando, Saberes da Juventude Amazônia, Ecopontes - pontes ecológicas para a Amazônia Rural, entre outros, que ilustram a resistência ambiental e as questões sociais e culturais da Amazônia. A oficina é uma oportunidade única para aqueles que buscam compreender o cinema como um meio de resistência e conscientização, e também para aqueles que desejam se envolver ativamente na luta pela justiça climática. 

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

LOCAL: Associação Observalicia,  Rua Nova de Santa Cruz, 369, LJ. 18, Braga - 4710-413 (perto da Universidade Minho, em Gualtar, e em frente à antiga fábrica de sabonetes Confiança).

DATA: 3 de Março de 2025 / CARGA-HORÁRIA: 5H

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:

https://abre.ai/cinemadeguerrilhasresistenciaclimatica

VALOR: Contribuição consciente e espontânea

REALIZAÇÃO: Observalícia; Festival Internacional de Cinema do Caeté

APOIO: REDE JUSTIÇA CLIMÁTICA + CAPES + PPGARTES-UFPA + GRUPO DE PESQUISAS PERAU + ESCOLA SUPERIOR DE TEATRO E CINEMA + INSTITUTO POLITÉCNICO DE LISBOA; LIVRARIA GATO VADIO (NÚCLEO DE CRIAÇÃO CINEMATOGRÁFICA)

OBSERVALÍCIA [ observalicia@gmail.com + 351 963482710 ]

#CinemadeGuerrilha #ResistênciaClimática #FICCA2025 #Observalícia

©️Texto & Arte: CARPINTEIRO DE POESIA

 


 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FIM.ME — Festival Internacional de Filmes de Médias‑Metragens

Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...

Bragança: a volta do Cavalo de Troia - Por Carpinteiro de Poesia

Entre a poesia das ruas de Bragança e o pulsar da juventude carnavalesca, o bloco Cavalo de Troia anuncia seu retorno. Ausente desde o início da pandemia, o grupo se reorganiza para voltar à avenida com força total, prometendo até 2.000 abadás e a mesma espontaneidade que marcou seus primeiros carnavais. O Cavalo de Troia é um dos blocos mais irreverentes do carnaval. Inspirados na história grega, eles construíram um enorme cavalo de madeira que, em vez de esconder soldados, vinha recheado de cajuaçi, que é uma bebida tradicional de Bragança. A bebida era distribuída pela traseira da estrutura enquanto os foliões, vestidos de espartanos, empurravam o cavalo pelas ruas. A criatividade do bloco chamou atenção da cidade, ganhou repercussão na mídia e se tornou um destaque do carnaval bragantino, unindo sátira, cultura popular e muita brincadeira. Raízes na Juventude, Entre Amizades e Fantasias - A história do Cavalo de Troia começou como uma brincadeira entre amigos do bairro da Aldeia. E...

Cláudio Barradas: Do lugar onde se vê o último Ato

A partida do Cláudio Barradas encerra um ciclo do teatro paraense.   Assim como foi, há cerca de vinte anos, a partida do Luiz Otávio Barata. Entre um e outro adeus, perdemos também muitos outros. Atrizes e atores que, como eu, foram crias desses dois mestres — Cláudio e Luiz Otávio — que, ao lado de Geraldo Salles e Ramon Stergman, compuseram, ali entre meados da década de 1970 e o início da de 1980, um respiro vital para o teatro feito em Belém do Pará. Era um tempo de afirmação. Um tempo em que se confundiam os passos da cena  teatral  com a própria origem da Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará. Cláudio foi, sem dúvida, uma escola dentro da escola.   Passar por ele era passar pelo rigor, pela entrega, pela sensibilidade.   E, claro, pelo amor à arte. Os que o tiveram como mestre — nas salas da Escola Técnica, no Teatro do Sesi , mesmo nos ensaios, onde eu ficava à espreita, para aprender, em espaços acadêmicos, institucionais ou alternativos...