Aqui pensando sobre as eleições para o Conselho de Cultura, nesse movimento em que me aventuro como candidato do segmento audiovisual. Aventuro-me não por ilusão institucional, mas por fricção. Sou desses militantes que atiram para todos os lados e também disparam contra si próprios, porque não me interessa uma política cultural confortável, tampouco a posição de vítima esclarecida. Interesso-me pela política cultural audiovisual de forma desinteressada, se é que isso é possível: sem projeto pessoal de poder, mas mirando justamente esse poder centralizador, hierárquico, que tudo corrói quando não é tensionado. Entro sabendo que o risco é alto. Que a engrenagem institucional tende a triturar quem não se adapta à sua lógica de procedimentos, atas, prazos e formalidades. Sei que, mesmo mantendo-me firme, lúcido e crítico, o processo em si é burocrático, pouco dialógico e estruturalmente distante da vida real do audiovisual que se faz nos territórios, nas bordas, nas urgências. O qu...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense