Diante desse debate sobre as “opções para o governo do Pará”, das pesquisas de intenção de votos e da recorrente fala sobre o “voto útil”, vamos começar por uma pergunta: por que candidaturas alternativas, como as do Bloco PSTU e da Unidade Popular, são sistematicamente invisibilizadas, como se sequer integrassem o debate político sobre o futuro do Estado? Como chegamos a um ponto em que as únicas opções consideradas competitivas são aquelas que o sistema político, empresarial e midiático apresenta como tais, enquanto outras candidaturas permanecem fora da narrativa antes mesmo que a sociedade tenha a oportunidade de conhecê-las, confrontá-las, criticá-las e pensar a partir delas? E há uma segunda pergunta, diferente desta, mas diretamente relacionada: qual foi o papel da pequena burguesia, dos intelectuais e dos artistas durante todos estes anos e de que lado eles se colocaram na construção dessa realidade? Porque precisamos olhar também para os brancos do centro da cidade, em seus co...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense