© Francisco Weyl Existe uma luta interior do homem enquanto ser criador quando ele se lança para construir a sua obra. É um processo de transformação, que o atrai para uma luta interior, que é a luta da sua própria transformação, portanto, uma luta transformacional, que opera sobre a matéria e sobre a natureza desta matéria, Este processo é bem colocado por Jung, que lançava mão dos conceitos do inconsciente colectivo, a partir da construção de imagens arquétipas originárias dos desejos, satisfações, complexos, frustrações, (auto)repressões, etc. Jung trabalhava este lado obscuro, da sombra, do inconsciente. Ao nível do Símbolo. Arte é Símbolo. E nesse campo simbólico, a passagem artística é também uma passagem alquí mica: são passagens e paisagens em transformação. O ouro, sendo material, é também espiritual. E só pode ser espiritual, não pode ser diferente do universo espiritual. Transformar a matéria em ouro é para os alquimistas. Transformar a Arte em ouro é para os loucos...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense