Pular para o conteúdo principal

Detenção de carro do Demutran por agentes do Detran vira caso de Polícia em Bragança do Pará


Mais uma história mal contada para os anais do segundo Município mais pobre do Brasil..

A apreensão de um veículo do Departamento Municipal por agentes de trânsito do Departamento Estadual provocou a ira do prefeito Raimundão.

Até agora, apenas a prefeitura do Município apresentou a sua versão, em Nota assinada pela assessoria de comunicação.

De acordo com a Nota, a viatura apreendida está legalizada e em situação regular.

Por esta razão, a prefeitura registrou Boletim de Ocorrência contra os agentes do Detran por abuso de autoridade.

O Detran, até o momento, ainda não se pronunciou sobre o episódio.

Mas há muita especulação sobre o ocorrido, algumas d caráter político, outras impublicáveis, porque revelam acusações de corrupção contra agentes de trânsito, entretanto, em provas.

Estamos em ano eleitoral, Helder é de um partido e Raimundão, de outro.

Embora MDB e PSDB tenham afinidades políticas em beneficiar os empresários e os patrões contra os trabalhadores, algumas vezes, por interesses meramente pessoais, eles fingem ser diferentes.

Não podemos afirmar se a atitude dos agentes do DETRAN teria como interesse desqualificar o Município, consequentemente, manchar a imagem do prefeito, virtualmente reeleito, aparecendo à frente de qualquer pesquisa.

Na inauguração do Mirante por Helder e sua equipe – obra, aliás, que desabou logo depois, ocorreu um problema diplomático, sem que o prefeito tivesse sido convidado, pelo que, desrespeitado, não compareceu à cerimônia.

É um jogo de empurra- empurra.

Denúncias de que agentes de trânsito cobram propinas e que motoristas as pagam são coisas que todos os dias ouvimos, mas, não as podemos provar, pelo que evitamos avançar por este caminho.

Vamos esperar, portanto, pelos próximos capítulos.

12 de Julho de 2020

FONTE © Francisco Weyl

Imagem: Demutran Braganca /Facebook


Segue a Nota da prefeitura:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Bragança vem através desta nota esclarecer que na tarde deste sábado (11), uma viatura do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) fora conduzida indevidamente por agentes do DETRAN/Pará ao pátio deste órgão, cujos agentes estaduais de trânsito não apresentaram nenhum documento que comprovasse impedimento administrativo da viatura do Município.

O Departamento de Trânsito Municipal (Demutran), esclarece que a viatura se encontra em situação regular, legalizada e não possui nenhum mandado judicial para que a mesma pudesse ser conduzida, sendo praticados, assim, atos irregulares pelos agentes do DETRAN .

Desta forma a Prefeitura Municipal de Bragança está tomando todas as providências legais cabíveis diante deste ato arbitrário dos agentes do DETRAN/Pará envolvidos na situação.

Ratificamos que fora registrado boletim de ocorrência contra os agentes do Detran pelo abuso praticado por estes, bem como encaminhamento da situação no que tange as responsabilidades administrativas cabíveis para as providências pertinentes contra os agentes do DETRAN .

A Prefeitura de Bragança lamenta e repudia o ocorrido e destaca que nenhum tipo de irregularidade é praticada pelos departamentos que atuam na gestão do trânsito municipal e nos demais setores da Gestão Municipal.

Ascom/PMB

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bragança: a volta do Cavalo de Troia - Por Carpinteiro de Poesia

Entre a poesia das ruas de Bragança e o pulsar da juventude carnavalesca, o bloco Cavalo de Troia anuncia seu retorno. Ausente desde o início da pandemia, o grupo se reorganiza para voltar à avenida com força total, prometendo até 2.000 abadás e a mesma espontaneidade que marcou seus primeiros carnavais. O Cavalo de Troia é um dos blocos mais irreverentes do carnaval. Inspirados na história grega, eles construíram um enorme cavalo de madeira que, em vez de esconder soldados, vinha recheado de cajuaçi, que é uma bebida tradicional de Bragança. A bebida era distribuída pela traseira da estrutura enquanto os foliões, vestidos de espartanos, empurravam o cavalo pelas ruas. A criatividade do bloco chamou atenção da cidade, ganhou repercussão na mídia e se tornou um destaque do carnaval bragantino, unindo sátira, cultura popular e muita brincadeira. Raízes na Juventude, Entre Amizades e Fantasias - A história do Cavalo de Troia começou como uma brincadeira entre amigos do bairro da Aldeia. E...

Panacarica: dois Anos sem Rô, mas a eternidade ainda Navega

A água que cai do céu é fina, serena e funda, como quem sabe o que está fazendo. Cada gota que pinga sobre o rio carrega uma ausência. Há ruído de motor ao longe — daqueles pequenos, que levam a vida devagar. Mas hoje ele soa diferente: parece triste. E é. Ele carrega uma notícia que ecoa por entre os igarapés: Romildes se foi.   Amazônia não costuma anunciar luto com alarde. Ela simplesmente se emudece. A várzea fica quieta. A floresta para um pouco. Os pássaros cantam mais baixo. É assim quando vai embora alguém que é raiz, tronco e folha do território. Foi assim quando partiu Romildes Assunção Teles, liderança forjada na beira do rio e na luta coletiva.   Ele não era homem de tribuna nem de terno. Era homem de remo, de rede armada, de panela no fogo e conversa sincera. Era homem de olhar adiante, de palavra pensada, de gesto largo. Era Panacarica. Chovia em Campompema quando recebi a notícia. A chuva, sempre ela, orquestrando silêncios no coração da várzea. Era como se o ri...

FIM.ME — Festival Internacional de Filmes de Médias‑Metragens

Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...