Pular para o conteúdo principal

Encontro inédito na História reúne quilombos da Região bragantina

Começa hoje e prossegue até o dia 30 o I Encontro de Lideranças Quilombolas dos Caetés.

Organizado pela ARQUIA (Associação Remanescente da Comunidade Quilombola do America) com apoio do Fundo Elas, e do IFPa-Bragança, o encontro acontece no Qulombo do Torre (Tracuateua-PA)  

Além do América, que se localiza em Bragança do Pará, e do Torre, que fica em Tracuateua, mais três quilombos de deste Município estarão presentes (Cigano, Campo Novo e Jurussaca), e ainda outras lideranças de quilombos proximos (Itamoari, Belaurora, Jacarequara).

O encontro é uma oportunidade para a trocar de experiências e dialogar sobre as demandas em comuns, o que uma comunidade pode ajudar a outra no encaminhamento de suas pautas em comuns, sendo um grande momento de formação, diálogos e organização de futuras ações coletivas sobre Racismo, racismo estrutural, violência de gênero.

Ao final do encontro, será elaborada a CARTA DOS QUILOMBOLAS DA REGIÃO BRAGANTINA com as propostas de construção de políticas públicas

Considerando que no Pará, há cerca de 520 grupos étnico-raciais com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas são autoidentifcadas como quilombos, amparadas pelo artigo 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, os quilombolas estão na luta para garantir os direitos assegurados pela Constituição Brasileira, implementar Estatuto da Igualdade Racial, com políticas respeitem os conhecimentos ancestrais e as realidades locais.

CARPINTEIRO DE POESIA Francisco Weyl







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FIM.ME — Festival Internacional de Filmes de Médias‑Metragens

Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...

Bragança: a volta do Cavalo de Troia - Por Carpinteiro de Poesia

Entre a poesia das ruas de Bragança e o pulsar da juventude carnavalesca, o bloco Cavalo de Troia anuncia seu retorno. Ausente desde o início da pandemia, o grupo se reorganiza para voltar à avenida com força total, prometendo até 2.000 abadás e a mesma espontaneidade que marcou seus primeiros carnavais. O Cavalo de Troia é um dos blocos mais irreverentes do carnaval. Inspirados na história grega, eles construíram um enorme cavalo de madeira que, em vez de esconder soldados, vinha recheado de cajuaçi, que é uma bebida tradicional de Bragança. A bebida era distribuída pela traseira da estrutura enquanto os foliões, vestidos de espartanos, empurravam o cavalo pelas ruas. A criatividade do bloco chamou atenção da cidade, ganhou repercussão na mídia e se tornou um destaque do carnaval bragantino, unindo sátira, cultura popular e muita brincadeira. Raízes na Juventude, Entre Amizades e Fantasias - A história do Cavalo de Troia começou como uma brincadeira entre amigos do bairro da Aldeia. E...

Cláudio Barradas: Do lugar onde se vê o último Ato

A partida do Cláudio Barradas encerra um ciclo do teatro paraense.   Assim como foi, há cerca de vinte anos, a partida do Luiz Otávio Barata. Entre um e outro adeus, perdemos também muitos outros. Atrizes e atores que, como eu, foram crias desses dois mestres — Cláudio e Luiz Otávio — que, ao lado de Geraldo Salles e Ramon Stergman, compuseram, ali entre meados da década de 1970 e o início da de 1980, um respiro vital para o teatro feito em Belém do Pará. Era um tempo de afirmação. Um tempo em que se confundiam os passos da cena  teatral  com a própria origem da Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará. Cláudio foi, sem dúvida, uma escola dentro da escola.   Passar por ele era passar pelo rigor, pela entrega, pela sensibilidade.   E, claro, pelo amor à arte. Os que o tiveram como mestre — nas salas da Escola Técnica, no Teatro do Sesi , mesmo nos ensaios, onde eu ficava à espreita, para aprender, em espaços acadêmicos, institucionais ou alternativos...