Pessoa dotada de consciência social e que assume a sua história sem negar as suas raízes, é a mais importante difusora do Carimbó, além-mar. Feminista, ativista política de esquerda, combate o neoliberalismo e tem na cultura popular sua principal trincheira. E por isso já se tornou referência na produção de eventos multiculturais, nos quais as manifestações tradicionais entram em sintonia com o classicismo e a modernidade do Velho Continente. Graduada em Letras pela Universidade Federal do Pará, Bebel Luz, 40, trabalhou por 10 anos na Secretaria de Cultura do Estado do Pará e hoje finaliza o Mestrado em Cultura e Comunicação na Universidade de Lisboa, onde reside há quatro anos. Bebel mantém viva a sua produtora Amazon Black (cujo logo é uma negra rodeada por flores), onde realiza dois projetos, a BalacoBlack (primeira banda de blackmusic brasileira em Portugal), e a Amazônica, festa que ela organiza todos os meses em diversos espaços culturais e casas noturnas de Lisboa, com música, c...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense