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Gatão: a floresta na terra e o ser na floresta

Tenho chamado Gatão de espinha dorsal deste percurso porque, seguindo sua trajetória, uma história inteira começa a se abrir. Uma história feita por muitas pessoas, comunidades, organizações, territórios, encontros, deslocamentos, conflitos, invenções políticas e formas de conhecimento produzidas na própria experiência da floresta. Foi por isso que fui a Santarém. E é por isso que irei ao Acre, a Marabá, a Brasília ou a qualquer outro lugar onde exista alguém disposto a narrar essa trajetória. Em cada território haverá uma pessoa capaz de contar uma parte dessa história, porque sua natureza é coletiva. Gatão atravessa esse processo, participa dele, articula pessoas e experiências, e sua própria trajetória permite alcançar muitas dessas redes. Em Santarém, ouvindo Livaldo Sarmento, Florêncio Vaz, Maria José e Edilson Figueira, comecei a perceber com mais força uma dimensão de longo prazo das Reservas Extrativistas. Aqueles territórios garantiram existência, sobrevivência e permanência p...