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Mostrando postagens com o rótulo KYNEMA

O QUE O CARPINTEIRO VAI FAZER NO WORKSHOP ARISE EM SANTARÉM

Entre 13 e 15 de agosto, ali em Santarém, nas margens do Tapajós, grande e majestoso Tapajós, na Universidade Federal do Oeste do Pará, acontece um encontro internacional que vai reunir pesquisadores de universidades, de instituições, de diferentes campos do conhecimento. A questão é pensar coletivamente os caminhos para a Amazônia. Eu sou uma pessoa do Norte do Brasil, venho da Amazônia, venho do Nordeste do Pará, nessa Amazônia que é a Amazônia Atlântica. Nessa Amazônia Atlântica, de forma coletiva, a gente tem construído diversas práticas de criação. Então, chega aqui o Francisco Weyl, Carpinteiro de Poesia e pesquisador em Arte, depois de concluir um doutorado através do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará e também com um doutorado-sanduíche na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. Portanto, existe aqui, paralelamente à pesquisa, uma prática, porque há mais de dez anos eu coordeno o Festival Internacional de Cinema ...

Dezoito filmes e uma cartografia do cinema contemporâneo: a primeira edição do FIM.ME

  Todo festival nasce de uma pergunta. O FIM.ME – Festival Internacional de Filmes de Médias-Metragens nasceu de uma questão que orientou sua criação: qual espaço ocupa a média-metragem no cinema contemporâneo? A partir da observação dos circuitos de difusão cinematográfica, percebe-se uma presença consolidada de festivais dedicados ao curta-metragem e ao longa-metragem. A média-metragem permanece como uma forma de realização com características próprias, reunindo obras que trabalham um tempo específico de construção narrativa, elaboração estética e desenvolvimento de linguagem. O FIM.ME surge nesse campo de reflexão, dedicando-se exclusivamente à média-metragem e criando um espaço de circulação, encontro e observação sobre essa duração cinematográfica. O festival nasce a partir das articulações internacionais construídas pelo FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté, mantendo conexões com uma rede que aproxima Amazônia, Portugal e Cabo Verde, ao mesmo tempo em que estabel...

Tese anuncia novo marco no pensamento amazônida sobre cinema

A defesa da minha tese Kynema – Estéticas de Guerrilhas, Poéticas das Gambiarras, Tecnologias do Possível , realizada em 27 de março, no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, não se reduz a um ato acadêmico. Ela condensa um percurso, torna visível um campo de forças, explicita um modo de pensar e fazer que venho construindo na travessia entre arte, cinema, território e ação cultural na Amazônia. Chego a esse momento a partir de uma trajetória em que produção intelectual, criação artística e intervenção sociocultural não se separam. Escrevo, filmo, performo, organizo, articulo — e é nesse entrelaçamento que a pesquisa se constitui. Um pensamento que não se coloca à distância do mundo, mas que se dá em presença, implicado nos contextos amazônidas, atravessado por suas tensões, suas urgências e suas potências. Ao mesmo tempo, esse percurso se expande em deslocamento. O estágio doutoral na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa i...