O que inicialmente seria um projeto expandido condensou-se, naquele momento, numa performance. Hoje, essa performance ressurge como filme, retirada da timeline após o processo de montagem e finalização. O filme nasceu de uma obra em deslocamento. Com imagens do diretor de fotografia Marcelo Rodrigues, em cena Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, Mateus Moura e Rosilene Cordeiro, a obra situa-se na fronteira entre cinema experimental, performance, interferência artística, instalação e ritualidade contemporânea, território recorrente na trajetória de Weyl, profundamente marcada pelas relações entre arte contemporânea, afroreligiosidade, corpo, imaginação política e estéticas de guerrilhas. A mise-en-scène aconteceu numa tarde, no anfiteatro da Praça da República, em Belém: espaço histórico de circulação popular, arte, memória urbana e encontros culturais. Foi ali, sob a vibração pública da cidade, que corpos, gestos, oralidades, musicalidades e signos glauberianos se atravessaram n...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense