A presença de África na trajetória de Francisco Weyl integra um percurso de formação, criação audiovisual, pesquisa, intercâmbio cultural e reflexão crítica construído entre Amazônia, Cabo Verde, Angola, Portugal e outros territórios do Atlântico de língua portuguesa. Essa experiência atravessa sua obra e sua atuação pública como realizador, professor, pesquisador, articulador cultural e escritor, reunindo cinema, docência, crítica, formação audiovisual e diálogo continuado com artistas, intelectuais e instituições africanas.
Entre 2005 e 2007, Francisco Weyl atuou como professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, na Cidade da Praia, ministrando disciplinas ligadas à arte, estética, fotografia, cinema, vídeo, comunicação e jornalismo online. A experiência universitária em Cabo Verde consolidou um campo de pesquisa e convivência que aproximou sua formação intelectual dos debates sobre cultura, identidade, pós-colonialidade, comunicação e produção audiovisual no contexto africano contemporâneo.
Nesse período, desenvolveu o projeto Cinema Pobre em Cabo Verde, iniciativa voltada à formação audiovisual e à criação de práticas de realização baseadas na colaboração, na inventividade e no uso crítico das tecnologias disponíveis. A partir dessa experiência foi constituído o Colectivo Cinema Pobre da Praia, responsável por obras como META_FORA e Salamandra. Esses trabalhos já mobilizavam procedimentos e questões que seguiriam presentes em sua trajetória: atenção às margens, escuta dos territórios, criação coletiva, circulação de saberes e busca de linguagem a partir de condições materiais concretas.
Cabo Verde permaneceu, desde então, como território de convivência, pesquisa, produção intelectual e construção de vínculos duradouros. Ao longo dos anos, Francisco Weyl manteve interlocução com realizadores, artistas, pesquisadores, escritores e instituições culturais cabo-verdianas, consolidando um intercâmbio que conecta Amazônia e África por meio do cinema, da crítica, da pedagogia e da circulação cultural.
Essa relação ganhou novo impulso em 2014, durante sua participação no I Plateau Festival Internacional de Cinema da Praia, a convite do realizador cabo-verdiano Júlio Silvão Tavares. Nesse contexto, criou o Diário Cabo Verde, espaço de escrita em que reuniu reflexões sobre cinema, literatura, artes, patrimônio, memória, política cultural e vida social cabo-verdiana. O conjunto desses textos registra uma experiência de imersão crítica no arquipélago e amplia a dimensão cultural de sua relação com África, reunindo observação, pensamento e intervenção intelectual.
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A atuação de Francisco Weyl como articulador cultural também fortaleceu pontes entre Brasil e África por meio do FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté. O festival promoveu homenagens, intercâmbios e aproximações com artistas e instituições cabo-verdianas, incluindo diálogos com Júlio Silvão Tavares, com a artista Misá e com organizações ligadas ao cinema e ao audiovisual em Cabo Verde. Essas relações ampliaram a circulação de obras, ideias e experiências entre as duas margens do Atlântico e reforçaram o lugar de África dentro de sua atuação cultural.
No campo da realização, essa trajetória produziu uma filmografia marcada por questões ligadas à diáspora, à presença africana, às religiosidades afro-brasileiras, às comunidades quilombolas, à memória negra e às permanências da colonialidade. Nesse conjunto situam-se obras e projetos como META_FORA, Salamandra, a série Trilhas para a África, Angola, Missão Angola, Africanos em Mirandela, Nós de Aruanda, Cosme e Damião, Primeiro Ponto da Linha de Ogum, Incorporação, Sete Espadas para Ogum, Arara Encantadeira, Yemanjhá Asé Esú!, Estéticas de Guerrilha nos Quilombos da Amazônia, O Quilombo é Meu Lugar, a Minha Casa e A Visita do Padroeiro. Essa filmografia acompanha experiências negras e afro-atlânticas em suas dimensões espirituais, políticas, culturais e territoriais, reunindo Amazônia, África e Portugal dentro de um mesmo horizonte de investigação.
Vista em perspectiva, essa produção organiza uma cartografia afro-atlântica em que memória, deslocamento, ancestralidade, território, resistência e criação coletiva aparecem como linhas recorrentes. O Atlântico surge como espaço histórico de circulação de pessoas, culturas, conflitos, saberes e sobrevivências, conectando comunidades amazônicas, experiências africanas, diásporas e paisagens portuguesas dentro de uma mesma rede de relações.
Essa trajetória encontra um de seus desdobramentos mais recentes em Negros em Terra Branca, documentário realizado em parceria com Hilton P. Silva. Filmado entre Portugal e Cabo Verde, o projeto investiga as permanências contemporâneas do racismo estrutural, da colonialidade e das formas de exclusão que seguem organizando a circulação de corpos, culturas e sujeitos no mundo globalizado. O filme reúne artistas, intelectuais, migrantes e agentes culturais africanos, brasileiros e europeus, construindo uma reflexão transatlântica sobre pertencimento, deslocamento, violência racial, memória histórica e resistência.
Negros em Terra Branca reúne questões presentes há décadas na trajetória de Francisco Weyl e as reinscreve num documentário de escala internacional, articulado entre África, Europa e América Latina. O filme condensa uma investigação construída entre salas de aula, festivais, cineclubes, quilombos, comunidades tradicionais, cidades africanas, territórios amazônicos e espaços de circulação migratória, afirmando o cinema como prática de escuta, elaboração histórica e pensamento crítico.
A África ocupa, assim, um lugar central na trajetória cinematográfica, pedagógica e cultural de Francisco Weyl. Sua presença estrutura uma obra comprometida com a dignidade humana, a memória negra, a diversidade cultural, a crítica às permanências coloniais e as formas de resistência produzidas pelos povos do Atlântico Negro.
Cinematografia Afro-Negra de Francisco Weyl
2025
NEGROS EM TERRA BRANCA
(Em produção)
2024
ARTESANIA TRACUATEUARA
(DOC - COR - DIGITAL - 12min - BR - 2024)
No quilombo Torre, em Tracuateua, no Pará, Dona Maria transforma barro, agricultura e memória em formas de resistência. Mestra ancestral e guardiã dos saberes comunitários, ela mantém viva uma herança construída entre a terra, a farinha, os cantos, os afetos e a transmissão de conhecimentos para as novas gerações. Ao lado de seus filhos, como Tigrita e Madalena, Dona Maria fortalece os vínculos comunitários e preserva tradições quilombolas ameaçadas pelo racismo estrutural, pela crise climática e pelos processos de apagamento cultural.
Disponível em https://youtu.be/YY5a3TXPA5Y
2022
A VISITA DO PADROEIRO
(DOC - COR - DIGITAL - 4min - BR - 2022)
Filme coletivo, realizado pela Associação de Remanescentes do Quilombo do América, estudantes e professores da Escola Américo Pinheiro de Brito, durante as oficinas de Cinema de Guerrilhas ministradas por Rosilene Cordeiro e Francisco Weyl, no Quilombo do América, em Bragança do Pará, no âmbito do VI FICCA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ (Abril/Maio-2021)
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=7qJF2kbaUDo
2021
MAZAGÃO, A CIDADE FÊNIX
(DOC - COR – DIGITAL/SUPER 8 MM – 18min. 26seg. - PT/BR -2005/2021)
Documentário a partir da festa de Santiago de Mazagão, Amapá.
Disponível em https://youtu.be/xd5C8hcXfXs
O QUILOMBO É MEU LUGAR, A MINHA CASA
(DOC - COR - DIGIAL - 19min - BR 2021)
Documentário de realização coletiva, resultado da oficina de Cinema Acessível, ministrada por Carol Magno e Cuité Marambaia, no Quilombo do América, em Bragança do Pará, no âmbito do VI FICCA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ (Abril/Maio-2021)
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=EZ0Bxs4Fm7s
2020
ESTÉTICAS DE GUERRILHA NOS QUILOMBOS DA AMAZÔNIA
(DOC - COR - DIGITAL – 12min. 1 seg. - PT/BR -2020)
Os documentários do pesquisador-antropólogo e realizador Francisco Weyl em comunidades de Cametá (PA) são o lugar de fala das estéticas de guerrilha, submetidas em formato de artigo videográfico ao Colóquio de Antropologia da Amazônia.
Disponível em https://youtu.be/MqK4ByNdfy0
2019
SETE ESPADAS PARA OGUM
(COR - DIGITAL – 10min.56seg. – PT - 2020)
7 Espadas para Ogum abriu um ciclo triádico de perfomances afroartísticas realizadas na cidade do Porto, e inseridas no projeto de pesquisa ESTÉTICAS DE GUERRILHAS, que desenvolvo no doutoramento em Artes Plásticas, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que está inserido na Trilogia EXERCITO.Ogum. A Trilogia EXERCITO.Ogum é uma encruzilhada que converge a potência das Estéticas de Guerrilhas, preconizadas e pesquisadas por Weyl, com os trajetos criativos de Ana Tinoco. Telas, madeira, pedra, fios, tecidos, cordas, fitas, velas, incensos, imagens, alguidares, tambores, ervas, ferramentas, terra preta, areia branca da praia são a matéria bruta dos afetos e memórias deste processo de experimentação artística.
Disponível em https://youtu.be/rMpldHBHvxo
ARARA ENCANTADEIRA
(COR - DIGITAL – 8min.22seg. – PT - 2020)
Arara Encantadeira é a segunda intervenção cênica de um ciclo triádico de perfomances afroartísticas realizadas na cidade do Porto, e inseridas no projeto de pesquisa ESTÉTICAS DE GUERRILHAS, que desenvolvo no doutoramento em Artes Plásticas, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que está inserido na Trilogia EXERCITO.Ogum.
Disponível em https://youtu.be/QhqDpOHe8SM
YEMANJHÁ ASÉ ESÚ!
(COR - DIGITAL – 3min.32seg. – PT - 2020)
Yemanjhá Asé Esú encerrou um ciclo triádico de perfomances afroartísticas realizadas na cidade do Porto, e inseridas no projeto de pesquisa ESTÉTICAS DE GUERRILHAS, que desenvolvo no doutoramento em Artes Plásticas, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que está inserido na Trilogia EXERCITO.Ogum.
Disponível em https://youtu.be/eukh3TJZDx4
NÓS DE ARUANDA
(COR - DIGITAL – 31 min. – PT/BR – 2019)
Projeto videográfico de Francisco Weyl para a exposição de Rosilene Cordeiro, na coletiva de artistas de Terreiros do Estado do Pará Nós de Aruanda 2019.
https://youtu.be/3-8EB1f41yg
PRIMEIRO PONTO DA LINHA DE OGUM
(DOC - COR - DIGITAL - 9 min. - PT - 2019)
Contemplação é o primeiro vídeo da instalação afroartística no âmbito do projeto de pesquisa Estéticas de Guerrilhas, que desenvolvo no doutoramento em Artes Plásticas, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que está inserido na Trilogia EXERCITO.Ogum. Essa trilogia é uma encruzilhada que converge a potência das Estéticas de Guerrilhas, preconizadas e pesquisadas por Weyl, com os trajetos criativos de Ana Tinoco. Telas, madeira, pedra, fios, tecidos, cordas, fitas, velas, incensos, imagens, alguidares, tambores, ervas, ferramentas, terra preta, areia branca da praia são a matéria bruta dos afetos e memórias desse processo de experimentação artística.
INCORPORAÇÃO
(COR - DIGITAL – 29 min. 25 seg. - PT - 2019)
Incorporação é o segundo vídeo da instalação afroartística no âmbito do projeto de pesquisa Estéticas de Guerrilhas, desenvolvido por Francisco Weyl no doutoramento em Artes Plásticas, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e que está inserido na trilogia
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KVpcqpMH3zA
AFRICANOS EM MIRANDELA
(DOC - COR - DIGITAL – 33 min. – PORTUGAL – 2019)
Quando se fala de África, logo se pensa em tragédias, guerras, ou em estereótipos étnicos e culturais. Isso porque o mundo branco jamais superou a barreira do preconceito, seja institucional ou social. O mundo branco mantém-se na mesma fronteira da dominação, da exploração e muito eventualmente constitui relações de trocas desinteressadas com as nações africanas. Toda vez que eu penso em África, eu repenso a minha própria ancestralidade. Amazônida, sou filho de índios e de negros, misturado com branco.
Disponível em https://youtu.be/h_sUd1Nzxe8
2018
CURUPERÉ
(COR - DIGITAL - 17 min. - BR/PT - 2017/2018)
Filmado no Benquerença-Bar e na Toca do Índio, em Bragança do Pará, em 2017, e finalizado no Porto, em 2018, este documentário musical registra a passagem do Mestre de Carimbó Ronaldo Curuperé na Pérola do Caeté. Realização do Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl.
Disponível em https://youtu.be/R2Nt5biW-ks
COSME E DAMIÃO
(COR - DIGITAL - 16 min. - BR/PT- 2011/2018)
O sincretismo religioso na festa de Cosme e Damião, e Doum, pelas ruas do bairro do Jurunas, e nos terreiros Estrela Guia e Nangetu, em Belém do Pará.
Disponível em https://youtu.be/lxKQdgKJvHM
ANGOLA
(COR - DIGITAL - 5 min. 41 seg. - BR/PT/ANGOLA – 2015/2018)
Rodado em Angola, com argumento e montagem de Francisco Weyl, este documentário trata das ações de educação de jovens e adultos desenvolvidas pelo projeto Eccos.
Disponível em https://youtu.be/godJ21l9eJc
MISSÃO ANGOLA
(COR - DIGITAL - 18 min. 45 seg. - BR/PT/ANGOLA - 2015/2018)
Rodado em Angola, com argumento e montagem de Francisco Weyl, este documentário trata das ações de educação de jovens e adultos desenvolvidas pelo projeto Eccos.
Disponível em https://youtu.be/QNZ2NajXBFg
A HISTÓRIA DO QUILOMBO DO JACARECUARA 1
(COR - DIGITAL - 26min.13 seg. - BRASIL/PORTUGAL - 2012/2018)
O mais antigo morador de Jacarequara, em Santa Luzia do Pará, Jacinto Corrêa, fala de sua trajetória de vida e do cotidiano na comunidade em entrevista concedida ao Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl em 2012.
Disponível em https://youtu.be/HJEB8rPkcJY
A HISTÓRIA DO QUILOMBO DO JACARECUARA 2
(COR - DIGITAL - 9 min. 23 seg. - BR/PT - 2012/2018)
Raimundo Nogueira fala de sua trajetória de vida e do cotidiano na comunidade. Ele é fundador da Associação de Remanescentes Quilombolas de Jacarequara em Santa Luzia do Pará. Entrevista concedida ao Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, em 2012.
Disponível em https://youtu.be/J3l6vD_ft0Q
2016
GAPUIANDO (COR - DIGITAL – 24 min. 30 seg. – BR - 2016)
Realizado no âmbito da pesquisa da professora Eliana Campos Pojo (UFPA), que produziu a obra, juntamente com Lina Gláucia Dantas Elias, e Vivian da Silva Lobato, este documentário navega o rio-mar de Abaeté, cidade das mulheres e dos homens fortes, onde a vida atravessa e é atravessada pelas águas. E o rio-signo cultural dissemina e exerce uma prática social no trabalho, no lazer, no movimento das embarcações, e de seus rios, furos e igarapés. Pela sua estética e encantamento, no ir e vir das pessoas, o rio-mar de Abaeté expressa beleza, fronteira, território e saberes dos povos das águas.
Disponível em https://youtu.be/66aDBs1XX4o
2014
TRILHAS PARA A ÁFRICA
Série de filmes realizador por jovens quilombolas, como resultado das oficinas de audiovisual do projeto Mola, realizado pelo Instituto Saber Ser Amazônia Ribeirinha, em parceria com a Associação Quilombola Terra da Liberdade, em Cametá, Pará.
TRILHAS PARA A ÁFRICA – CAMINHOS QUILOMBOLAS
(DOC - COR - DIGITAL - 8 min. - BR - 2014)
Disponível em https://youtu.be/MDeWfs83Mo4
TRILHAS PARA A ÁFRICA – JOGO ABERTO EM TABATINGA
(DOC - COR - DIGITAL - 4 min.50seg. – BR - 2014)
Disponível em https://youtu.be/_V7iofh8ntg
TRILHAS PARA A ÁFRICA – AS MEMÓRIAS DO SENHOR COELHO
(DOC - COR - DIGITAL - 15 min. - BR - 2014)
Disponível em https://youtu.be/5lw98mMXPn8
2013
TRILHAS PARA A ÁFRICA - IMAGENS DA LIBERDADE
(DOC - COR - DIGITAL - 8 min. - BR - 2013)
Disponível em https://youtu.be/JJ9kUxhnegk
TRILHAS PARA A ÁFRICA – O QUILOMBOLA DUCA
(DOC - COR - DIGITAL - 7min.31seg. - BR- 2013)
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FwYWblRhMSM
TRILHAS PARA A ÁFRICA – A FARINHADA DO ORIVALDO
(DOC - COR - DIGITAL - 7 min. 40 seg. - BR- 2013)
Disponível em https://youtu.be/KkQ7qFtzX3c
O CORPO SINCRÉTICO
(COR - DIGITAL – 10min.15seg. - BR - 2013)
Videografia da performance contemporânea Corpo Sincrético, de Rosilene Cordeiro.
https://www.youtube.com/watch?v=-kFbJkzLJx4
2010
A FEITICEIRA DE DALCÍDIO
(COR - DIGITAL - 18 min. 36 seg. - BR - 2010)
Leituras, diálogos, laboratórios para transcrever um texto em prosa (romance) para o teatro e deste para o audiovisual (em três dias). Isso não é tarefa simples, mas, a ela nos propomos, num coletivo com cerca de 20 jovens, náufragos, mergulhados nos signos destas linguagens e nos fortes símbolos sugeridos pelos riquíssimos elementos sinestésicos que compõem a passagem "dalcidiana" (O Marajó, capítulo 34). De todos os processos criativos já vivenciados, este foi um dos mais complexos e ainda tão interminado que me vem a sensação de não o ter vivido.
Disponível em https://youtu.be/Cj4RjkVYphM
2009
MESTRE REGATÃO
(COR - DIGITAL - 12 min.38seg. - BR - 2009)
Este documentário coletivo com imagens captadas por jovens marajoaras mostra o Mestre de Carimbó de Soure. Vencedor do prêmio Residências Artísticas em pontos de cultura, o projeto Resistência Marajoara foi uma vivência e pesquisa de campo coordenada pelo Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl, em parceria com artistas como Isabela do Lago, Krom e André Araujo, no Marajó, mais exatamente nos municípios de Soure, Cachoeira do Arari e Ponta de Pedras, no ano de 2009.
Disponível em https://youtu.be/qdy8H1r6SyE
2006
META_FORA
(COR - DIGITAL - 19min.45seg - Cabo Verde - 2006)
Síntese-antítese-tese, (des)construídas, Meta_Fora se desenvolve através de duas linhas dramáticas, uma concreta, outra abstrata. Essas duas linhas, ora entrelaçadas, ora entrecortadas, uma no contra-campo da outra, (con)fundidas, simultaneamente, traduzem tanto a unidade quanto a pluralidade temática de “Meta_Fora”, cuja estética, plurisígnica, sublima o absurdo pútrido de uma simbólica antropofagia. Filme-fênix, (re)nascido destas cinzas poéticas de uma civilização que se descarta a si mesma, de forma indiferenciada e esquizofrénica, “Meta_Fora” é puro resíduo, feito de restos, de sobras, de ruídos, de rumores e de tudo o que a sociedade global produz, tenta, mas não consegue, deitar para fora de si própria. “Meta_Fora”, portanto, é um túnel imagético humano, que converge para o seu próprio interior, interrogativo, absurdo, paranoico.
Disponível em https://youtu.be/I2LIcng1n8I

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