O FICCA Ponto de Cultura inicia, neste mês de setembro, uma nova etapa de sua programação cultural, formativa e artística, reunindo atividades que se estendem até julho de 2027 e fortalecem a presença do Festival Internacional de Cinema do Caeté nos territórios onde desenvolve suas ações.
O novo calendário articula cinema, literatura, música, teatro, dança, cultura popular, formação, memória e criação artística, aproximando artistas, pesquisadores, estudantes, professores, produtores culturais e comunidades em uma programação contínua construída a partir das redes de colaboração do FICCA.
A agenda começa em setembro com a Multifeira – Multifário, na Casa FICCA, em Belém; a reabertura da Casa do Poeta; a exibição on-line das obras premiadas do FIM.ME; novas ações do Projeto Rosilene Cordeiro e o terceiro módulo da formação PHOMENTA.
A Escola Municipal República de Portugal também integra essa nova etapa. O espaço receberá oficinas vinculadas ao Projeto OCUPA FICCA, ampliando o trabalho iniciado anteriormente junto à comunidade escolar e criando novas possibilidades de encontro entre educação, cultura e produção artística.
Entre as ações programadas está a oficina de Clei Souza, “O carimbó, o boi-bumbá e a capoeira no modernismo literário paraense”, que aproxima a literatura de autores como Dalcídio Jurandir, Bruno de Menezes e De Campos Ribeiro das manifestações da cultura popular amazônica.
A programação também incorpora a experiência da Dançaeira, apresentada por Andreza Barroso, articulando dança contemporânea e capoeira na Amazônia. A atividade reúne corporeidade, musicalidade, criação coletiva e referências da cultura afro-amazônida em uma experiência destinada a participantes a partir de 16 anos.
Em outubro, a Casa FICCA recebe ainda a audição da Banda Folha de Concreto, com Jeová Oliveira Ferreira Junior. O show-conversa apresenta as dez canções do livro-compacto Folha de Concreto e estabelece relações entre literatura, música, imagem e território, trazendo para o encontro a pesquisa estética e musical desenvolvida pelo projeto desde 2012.
Em novembro, o FICCA amplia sua programação com os webinários internacionais, a atividade presencial conjunta com o FIM.ME, em Bragança, a Multifeira e uma nova ação do Projeto Rosilene Cordeiro. No mesmo período, Marta Ferreira realizará a oficina “Construção de Marketing Pessoal”, voltada a jovens de 14 a 18 anos, na Escola Lauro Barbosa dos Santos Cordeiro, em Patal, Augusto Corrêa.
De 8 a 10 de dezembro, Bragança recebe a XI edição do Festival Internacional de Cinema do Caeté. A programação será acompanhada pelo lançamento do POET CAST MARAMBAIA II e da Revista Internacional KYNEMA, ampliando as conexões entre cinema, literatura, pensamento crítico e produção cultural amazônica.
Em janeiro de 2027, o Projeto OCUPA FICCA segue com a oficina “Formação de Coros Teatrais”, conduzida por Patricia Rodriguez, na Casa FICCA, em Belém. A programação continuará nos meses seguintes com novas oficinas em fevereiro, março, abril, maio e junho, chegando ao mês de julho com uma residência artística.
A agenda do FICCA Ponto de Cultura reúne, assim, uma programação que atravessa diferentes linguagens e territórios e mantém ativa uma rede de formação, criação, circulação e compartilhamento de conhecimentos.
A Casa FICCA, em Belém, ocupa papel estratégico nesse movimento. O espaço vem se consolidando como ponto de encontro para artistas, coletivos, estudantes, produtores, pesquisadores e comunidades, acolhendo atividades que fortalecem a produção cultural independente e as redes de colaboração construídas pelo FICCA.
Ao longo de 2026 e 2027, o FICCA Ponto de Cultura seguirá ampliando essas conexões, levando formação e produção artística para diferentes espaços e territórios e criando condições para que novas experiências culturais possam nascer, circular e permanecer.
O calendário permanece em atualização, com algumas datas e locais em processo de definição. As novas informações serão divulgadas pelos canais do FICCA à medida que forem confirmadas.
O FICCA Ponto de Cultura segue em movimento: cinema, arte, formação, território e comunidade como campos permanentes de criação e encontro.

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