Pular para o conteúdo principal

DOCUMENTÁRIO #FORACARGILL LEGENDADO PARA CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL

O documentário #FORACARGILL, do cineasta, pesquisador e realizador amazônico Francisco Weyl, inicia nova etapa de circulação audiovisual através das redes e plataformas da Arte Usina Caeté, agora com versões legendadas em inglês e espanhol, ampliando o diálogo internacional em torno das lutas socioambientais da Amazônia brasileira.


Realizado no município de Abaetetuba, no Pará, o filme acompanha os impactos provocados pela tentativa de implantação de um Terminal de Uso Privado em território do Programa de Assentamento Agro-Extrativista Santo Afonso, na Ilha do Xingu, região onde vivem centenas de famílias ribeirinhas que historicamente constroem sua existência através da relação coletiva com a terra, com os rios e com a floresta.


Com linguagem documental comprometida com os direitos humanos, a memória social e a defesa dos territórios tradicionais, #FORACARGILL apresenta depoimentos de lideranças comunitárias, trabalhadores ribeirinhos e moradores ameaçados pelos processos de pressão fundiária e transformação ambiental em curso na Amazônia Paraense.


O filme evidencia como comunidades tradicionais organizam formas de resistência diante da expansão de grandes projetos econômicos sobre áreas historicamente ocupadas por populações agroextrativistas. O documentário registra conhecimentos ancestrais, experiências cooperativas e modos de vida profundamente ligados à preservação ambiental e à permanência coletiva nos territórios amazônicos.


Produzido em regime de cinema independente e colaborativo, o documentário foi roteirizado, filmado, montado e coordenado por Francisco Weyl, tendo direção de fotografia de Marcelo Rodrigues, trilha sonora original de Cláudio Figueiredo e som direto de Luciano Mourão.


A circulação internacional da obra integra o trabalho desenvolvido há mais de duas décadas por Francisco Weyl. Através da produtora multimídia Arte Usina Caeté, sediada em Belém do Pará, atua nas áreas do cinema social, audiovisual comunitário, jornalismo cultural, pesquisa em artes e formação de coletivos audiovisuais na Amazônia.


Mestre em Artes, especialista em semiótica e doutorado via PPG-Artes-UFPa, Weyl desenvolve projetos entre Brasil, Portugal e Cabo Verde, articulando cinema, antropologia visual, educação e poéticas de resistência cultural. Sua trajetória reúne filmes, festivais, cineclubes, pesquisas acadêmicas e experiências de formação popular voltadas às comunidades periféricas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais.


Com #FORACARGILL, o cinema amazônico reafirma sua potência estética, política e histórica enquanto instrumento de memória, denúncia e afirmação dos povos da floresta.


---


SINOPSE — PORTUGUÊS


#FORACARGILL retrata comunidades ribeirinhas de Abaetetuba afetadas pela tentativa de implantação de um Terminal de Uso Privado em território agroextrativista da Ilha do Xingu, no Pará. Através das falas das lideranças e moradores locais, o documentário registra conflitos territoriais, impactos ambientais e formas coletivas de resistência das populações tradicionais da Amazônia Paraense.


---


FICHA TÉCNICA


Argumento, roteiro e realização: Francisco Weyl

Produção e montagem: Francisco Weyl e Marcelo Rodrigues

Direção de fotografia: Marcelo Rodrigues

Trilha sonora: Cláudio Figueiredo

Som direto: Luciano Mourão

Cor: Adalberto Júnior


Produção: Arte Usina Caeté


Apoio: FASE Amazônia, WFK Direitos Humanos, Cáritas Alemanha/Brasil, Barco Panacarica, Comissão Pastoral da Terra – Guajarina, Conselho Nacional dos Seringueiros, MORIVA, Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA e organizações comunitárias das ilhas de Abaetetuba.




#ForaCargill #FranciscoWeyl #ArteUsinaCaeté #CinemaAmazonico #Amazonia #Documentario


FICHA TÉCNICA COMPLETA

Título: #FORACARGILL
Título Internacional: #FORACARGILL
País: Brasil
Estado: Pará
Ano: 2022
Duração: 35 Minutos
Gênero: Documentário
Formato: Digital
Idioma Original: Português
Legendas: Inglês / Espanhol

Argumento | Roteiro | Realização Francisco Weyl
Produção: Francisco Weyl | Arte Usina Caeté
Montagem e Edição: Francisco Weyl e Marcelo Rodrigues
Direção de Fotografia: Marcelo Rodrigues
Câmera: Marcelo Rodrigues
Som Direto: Luciano Mourão
Captação de Áudio: Luciano Mourão
Trilha Sonora Original: Cláudio Figueiredo
Cor: Adalberto Júnior
Arte | Comunicação | Difusão: Arte Usina Caeté

Apoio Institucional:
FASE Amazônia | WFK Direitos Humanos | Cáritas Alemanha/Brasil - Cáritas Regional Norte II - Cáritas Rainha da Paz – Paróquia das Ilhas | Barco Panacarica | Conselho das Associações de Ribeirinhas e Ribeirinhos dos Programas de Assentamento Agro-Extrativistas de Abaetetuba | Conselho das Associações Agroextrativistas das Ilhas e Várzeas de Abaetetuba | Movimento dos Ribeirinhos e Ribeirinhas das Ilhas e Várzeas de Abaetetuba – MORIVA | Conselho Nacional dos Seringueiros | Comissão Pastoral da Terra – Guajarina | Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA

Realização: Arte Usina Caeté | Diretor Responsável: Francisco Weyl



LEGENDAS EM PORTUGUÊS 
https://youtu.be/WOmuopSTrvI

LEGENDAS EM ESPANHOL
https://youtu.be/b18fQwe-3_I

LEGENDAS EM INGLÊS
https://youtu.be/NKUQHX71jdE


TEASER:

[YouTube – #FORACARGILL](https://www.youtube.com/watch?v=qyhe4-3rPLA&utm_source=chatgpt.com)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FIM.ME — Festival Internacional de Filmes de Médias‑Metragens

Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...

Bragança: a volta do Cavalo de Troia - Por Carpinteiro de Poesia

Entre a poesia das ruas de Bragança e o pulsar da juventude carnavalesca, o bloco Cavalo de Troia anuncia seu retorno. Ausente desde o início da pandemia, o grupo se reorganiza para voltar à avenida com força total, prometendo até 2.000 abadás e a mesma espontaneidade que marcou seus primeiros carnavais. O Cavalo de Troia é um dos blocos mais irreverentes do carnaval. Inspirados na história grega, eles construíram um enorme cavalo de madeira que, em vez de esconder soldados, vinha recheado de cajuaçi, que é uma bebida tradicional de Bragança. A bebida era distribuída pela traseira da estrutura enquanto os foliões, vestidos de espartanos, empurravam o cavalo pelas ruas. A criatividade do bloco chamou atenção da cidade, ganhou repercussão na mídia e se tornou um destaque do carnaval bragantino, unindo sátira, cultura popular e muita brincadeira. Raízes na Juventude, Entre Amizades e Fantasias - A história do Cavalo de Troia começou como uma brincadeira entre amigos do bairro da Aldeia. E...

Alma das Ruas, narrativa cinematográfica sobre o professor José Ribamar Gomes de Oliveira

Embora eu quisesse que pudéssemos contar essa história em sua totalidade, com toda a profundidade que o Mestre José Ribamar Gomes de Oliveira merecia, a vida nos apresentou seus limites. Idealizamos uma série documental que daria voz e corpo à cultura, à memória e à identidade de Bragança — uma série que celebraria cada canto, cada rosto, cada história que ele tanto amava. Mas, apesar da paixão, do empenho e da crença firme em nossos sonhos e utopias, a falta de recursos e investimentos tornou possível apenas a realização do episódio piloto. Hoje, porém, essas imagens não são apenas cenas de um projeto inacabado; são vestígios vivos da presença de um homem que dedicou sua vida inteira à valorização das raízes bragan­tinenses. Um homem que foi professor, escritor, historiador, guardião da memória, e sobretudo, um incansável lutador pela cultura da Amazônia. Esse piloto é a memória viva do Mestre Ribamar, e para nós, seus colegas, amigos e alunos da Academia de Letras de Bragança, é u...