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Audiência Pública quer saber porque a prefeitura não promove a educação quilombola em Bragança do Pará

As dificuldades para a implementação da educação quilombola no Município de Bragança do Pará serão tema de Audiência Pública. Vitória da Associação de Remanescentes Quilombolas da Comunidade do América - ARQUIA, os trabalhos sessão será presididos pelo promotor público João Batista Araujo Cavaleiro de Macedo Júnior. Aberta à comunidade, a audiência acontecerá a partir das 9h do dia 12 de Agosto, no Salão do Juri do Fórum da Comarca (Avenida Nazeazeno Ferreira, bairro do Perpétuo Socorro, Bragança do Pará). De acordo com a presidente da ARQUIA, Roseti Araujo, a ideia é recolher contribuições para embasar a tomada de decisões com relação ao assunto. Além de ouvir representantes de entidades da sociedade civil sobre as principais reclamações relativas à implementação da educação quilombola em seu território, o MP quer conhecer quais as políticas públicas que estão sendo adotadas para resolver os problemas. Pessoas e entidades interessadas em participar das exposições podem fazer inscrição...

CRÔNICAS BRAGANTINAS: 45 dias de ajuruteua

  Mudei-me para Ajuruteua no dia que tomei a primeira dose da Astrazeneca, mas não estava nenhum pouco de corpo mole, antes, ao contrário, entusiasmado, por mudar de cidade e em certo sentido, mudar de vida. Habitava uma kitnet no centro de Belém, espaço pequeno e calorento, que dividia com Roberta Mártires, sendo que ela também fez esta viagem comigo até a praia, onde hoje, depois de um mês e meio, consigo esboçar os primeiros relatos sobre este processo. Processo porque a vida em si é uma construção, em mutação. Nômade por excelência, hoje estou a fazer uma coisa que eu sempre quis fazer que é morar na praia. Quando chegamos, encontrei a Casa do Professor desabitada, em razão da pandemia, raramente havia hóspedes por aqui, que tanto acolhemos, e nem pessoas da família. A Casa tem este nome por causa de meu falecido irmão, Nonato, que teve uma parada cardíaca enquanto ministrava aulas, um choque para todos. Ainda guardamos o capacete vermelho que meu irmão usava, hoje,...

A oralidade eletrônica, segundo Domingo Hernandez Sánchez

Assisti a uma conferência que valeu por anos de estudos. Foi na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2019.  O filósofo Domingo Hernandez Sánchez, da Universidade de Salamanca, falou sobre a Inatualidade do Contemporâneo, e discorreu sobre a Ironia como categoria artística, fazendo um percurso a partir da História, com ênfase no período medieval até aos memes virtuais, relacionando-a em algumas passagens da Filosofia de Schlegel e Hegel, do pensamento moderno de Eco, e de vários autores contemp orâneos, que investigam e dialogam com arte e política.  Estudioso e Editor de Ortega Y Gasset, diferenciou a ironia do humor, do cinismo, e do sarcasmo, evidenciando as diversas definições e usos desta categoria na Literatura.  Mas, uma das coisas que mais me chamaram atenção nesta conferência que valeu por anos de estudo foi quando ele disse que estamos a viver o resgate da oralidade a partir do eletrônico.  Isso me interessa demasiado, na medida...

São João, uma Fábrica de luz

  Uma história que se faz por si própria, mas que ainda precisa ser contada, é a da fábrica de velas São João. A empresa funciona há mais de 80 anos, tendo sido fundada em 1938. E não tem um paraense que não conheça ou não saiba da existência da fábrica sediada no bairro mais antigo da capital paraense. Além das velas, sebo de Holanda também é produzido na fábrica e a loja tem artigos religiosos, esotéricos e decoração. E é lá na Rua Doutor Assis, 52, bem ao lado da Catedral Metropolitana de Belém, que a fábrica de velas recebe com carinho seus clientes, num espaço bem aconchegante. A proprietária, a empresária Ana Lúcia Chaves Brahuna, que aprendeu o ofício com o pai, João Agostinho de Moraes Chaves,um dos fundadores da fábrica, h oje, divide a responsabilidade da gerência com a filha, Luciana Brahuna Neves. Mulher de força e inteligente, Ana tem orgulho da fábrica, da qual ela fala com uma simpatia que lhe é peculiar. Numa rápida estada na loja, qualquer cliente m...