Pular para o conteúdo principal

Postagens

Pela construção do OBSERVATÓRIO & FESTIVAL DOS FESTIVAIS DE CINEMA DA AMAZÔNIA PARAENSE

Estamos juntos, mas nem sempre misturados, porque somos diferenciados em nossas pautas e nos encaminhamentos com relação ao confronto com o mercado. Há muitos debates importantes ao movimento audiovisual da Amazônia Paraense. E o momento de aprofundarmos esta discussão, por exemplo, sobre políticas públicas audiovisuais, política de editais, a maioria voltados para fortalecer o cinema de mercado.  São políticas editais excludentes, conceitualistas, curatoriais, cheios de artimanhas contemporâneas que criam uma onda em favor de um tipo de arte, apagando e excluindo o que se produz fora deste eixo do mercado. E esta questão se coloca como um divisor de águas. Quanto de dinheiro tem para o cinema da Amazônia?  E quanto deste dinheiro vai financiar o cinema de mercado>? Quanto vai ter de dinheiro para quem não é empresário do cinema e do audiovisual? Para quem cria e faz cinema comunitário, nas periferias e comunidades tradicionais e quilombolas e indígenas, cinema nos moviment...

Sobre a feira cultural da Paka-Tatu

 Coisa que mais gostei na feira cultural da editora Paka-Tatu é que não havia nenhum ruído além das vozes das pessoas. Não havia nenhum ruído sonoro além dos diálogos que as pessoas estabeleceram entre elas. Era um espaço de convívio num porão adequado para uma recepção ao calor humano e a sensível troca. De lógica e metafísica, entre as pessoas.  Foi um momento de retomada, pelo menos para a minha própria experiência, de relação com as feiras de literatura. O livro, a cultura literária e a boa conversa entre amigos sobre coisas como afetividade. Retomada desses anos depois do fechamento da Fox, que podemos dizer deixou muitos leitores órfãos de espacos, ao menos aqueles que circulavam na Fox e no entorno da livraria que proporcionou um grande movimento de escritores em Belém. A livraria e editora Paka Tatu não é uma Fox, nem se pretende como tal. É uma editora que tem uma carta, por assim dizer, de autores, clássica , literária, acadêmica, poetica, amazônica. Que tem uma trad...

Dia 31 de Março, BOI VAGALUME se torna Instituto aos 13 anos de atividades na comunidade da Marambaia

A Marambaia é um polo cultural da cidade de Belém do Pará, destacando-se por um movimento social comunitário que afirma e valoriza a cultura popular. Com uma população estimada em cerca de 70 mil habitantes (IBGE, 2010), o bairro dispõe de escolas, unidades de saúde, serviços comerciais diversos, feiras e mercados, além do privilégio das cerca de 60 praças públicas. De localização estratégica, entre o aeroporto e o porto, com a presença das três forças Exército, Marinha e Aeronáutica, o bairro se avizinha com a fronteira do “entroncamento”, que é porta de entrada terrestre por Belém. Há até mesmo uma tese revolucionária segundo a qual a revolução começa pela Marambaia. É no cenário deste caldeirão social e cultural que surgiu há 13 anos o Vagalume Boi Bumbá da Marambaia, a partir da idealização do artista Cuité, com apoio de criadores e fazedores de arte e de cultura do bairro. O Boi reúne-se anualmente através de oficinas e cortejos que percorrem as ruas do bairro e fazem a ...

VACALUME será apresentada na fundação do Instituto Boi Vagalume da Marambaia

Vai ser na sede do São Joaquim Esporte Clube a fundação do INSTITUTO BOI VAGALUME DA MARAMBAIA. O evento está marcado para o dia 31 de Março, ocasião em que será apresentada a VACALUME, uma proposta do movimento em defesa de direitos que reconhecem, reforçam e ampliam a presença ativa das mulheres no BOI. O Boi Vagalume da Maramabaia é uma ideia do artista plástico Nazarita Cuité, que compõem as toadas e puxa a brincadeira nas ruas da Marambaia desde 2010. As letras traduzem a esperança por dias melhores ao mesmo tem que tecem críticas à realidade. Os organizadores do BOI estão em campanha para arrecadar recursos para constituir juridicamente o Instituto, razão porque uma rifa foi organizada além de outras formas de captação de recursos, como pix, por exemplo (CHAVE vagalumedamarambaia@gmail.com). Além deste processo organizativo e estrutural da entidade, a renovação envolve um trabalho de resgate e sistematização de letras, melodias, filmes, imagens e diversos mo(vi)mentos...

A história do FEST-Fisc, festival paraense no Fórum Social Mundial

Iniciativa paraense de parceria entre a sociedade civil, a produção audiovisual independente e a academia, o Festival Internacional do Filme Social (FEST-FISC) foi convidado pela coordenação do FSM no Senegal através do Prof. Bubacar Buuba Diop, coordenador Local do Fórum, para fazer parte da programação cultural oficial “Espace Cinema, Films & Débats”.  Uma primeira experiência na área de Antropologia Visual no Pará através de um festival internacional de filmes, na ocasião com filmes originários ou de temática africana, ocorreu durante o FSM em Belém, em janeiro de 2009.  Realizou-se o FEST-FISC durante as atividades do Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC), que teve lugar também em Belém, em dezembro de 2009, e que chamou a atenção dos organizadores do FISC pela forma inovadora de trabalhar as questões sociais através do audiovisual, em especial dos filmes\vídeos de curta metragem com produção independente.  Em 2011, ainda sob a direção do Prof. Hilton P. S...

Diego Wayne, um poeta entre escorpiões - Por Carpinteiro de Poesia

  Um livro cru, pesado, violento, entretanto, romântico e erótico, sem descurar de uma aflorada sensibilidade poética a olhar e refletir o tecido social com o qual o autor se relaciona. Lançado pela Editora Patuá (2023), “Entre escorpiões” é o segundo livro de Diego Wayne (DW). O primeiro foi “Coração de Unicórnio” (Rico Editora, 2018). Nesse período, ele amadureceu a intensa experiência da juventude através da escrita poética. Ao mesmo tempo, concentrou-se nas aulas que ministra em Curuçá, Pará. E publicou textos em revistas, sites e coletâneas literárias. Diego Wayne reuniu os primeiros escritos – alguns dos quais declamava entre amigos e culturais públicas – numa obra marcada por forte relação de identidades com a sua homossexualidade. A partir destas primeiras experiências, um poeta-menine construiu versos de uma lúdica e delicada pureza apolínea na qual o corpo representa a perfeita harmonia existencial. Desta infância apaixonada pelo cheiro do mato e pelas got...

Vagalume lança campanha para criar Instituto de cultura popular na Marambaia

O Boi Vagalume foi um Ente que brilhou e se despertou na intuição artística de Nazarita Cuité Marambaia e ganhou forma pelas suas mãos habilidosas que trouxeram a público essa energia lúdica de um Boi que traz alegria e ânimo a todos. As músicas autorais são a forma utilizada para retratar as diversas realidades já vividas pelo nosso povo, trazendo também gritos de luta por uma realidade festiva e altruísta, na construção de um mundo melhor para todes através das manifestações artísticas e das brincadeiras de rua. O foco principal é, sem dúvidas, a alegria de viver! Projeto concretizado em abril de 2010, o Boi Vagalume será registrado já adolescente, com quase 13 anos de idade, porque o momento certo chegou. A Fundação formal do Boi Vagalume será no próximo dia 31 de março, na Sede Social do São Joaquim Sport Clube, no bairro de seu nascimento, a Marambaia. Esse evento conta com a participação de todos os artistas e brincantes de rua, porque a proposta é comemorar a vida, especialmente...

Amigos da Rua e Rompe Fronteiras realizam ato inaugural, em Ananindeua

Rompe Fronteiras é um coletivo nacional que se constitui internamente ao Partido dos Trabalhadores e promove a organização popular nas periferias._ Em Ananindeua, junto ao movimento de hip hop Amigos da Rua, o coletivo fará um ato inaugural com arrecadações de roupas, lençóis e materiais de higiene para as comunidades carentes do município. O Evento acontece no dia 26 de fevereiro, na praça do Complexo do VIII, às 14hrs. Jade Coelho é a representante do coletivo e ressalta a importância dos movimentos populares das periferias.  "Eu acredito que com o governo Lula III, a gente possa repensar novos métodos e debates com a juventude periférica. A política foi muito criminalizada e agora fazer link com a juventude se torna uma tarefa para o coletivo", afirma Jade Coelho. Um os organizadores do movimento de Hip Hop, Tarsicio Lima afirma que o movimento de rap também precisa estar participativo das decisões culturais no município.  "A gente movimenta muito a juventude da perif...

Pacto de silencio aos crimes ambientais censura documentaristas na Amazônia

F azer filmes contra a Vale e a Cargill na Amazônia tem este preço do anonimato e do quase apagamento provocado.por esta secular cultura da submissão à exploração e dominação colonial cultural e estética e social e econômica e política e territorial. E este preço caro de fazer filme contra a Cargill ou contra a Vale paga-se inclusive dentro do próprio setor cinematográfico e Audiovisual e entre os jornalistas e profissionais que atuam na mídias paraenses. Excetuando-se os festivais Cinema de Fronteira Cinefront Amazônia que nos convidou diretamente, e o Festival do Filme Etnográfico do Pará , que nos selecionou após submissão conforme Regulamento, mais nenhum festival do Pará nos aceitou. Senso crítico sempre tive e muito raramente submeto-me a concursos por razões pessoais ainda que defenda política de editais mas a critique, entretanto, meu filme não é assim tão mal que não passe no crivo dos críticos julgadores (e por favor o julguem que ele está disponibilizado aberto mas também o ...

Nasce o Movimento Vozes da Amazônia – S.O.S. Yanomami em Belém do Pará

Um coletivo de diversos atores sociais, artistas, jornalistas, músicos, documentaristas, professores, pesquisadores, articulados pelo agitador cultual Jorge André, criou o Movimento Vozes da Amazônia – S.O.S. Yanomami, cuja carta de princípios será divulgada na próxima semana. Os organizadores entendem que através da solidariedade, a sociedade também se mantém em estado de vigília ante os diversos ataques e perigos aos quais secularmente os povos da Amazônia, comunidades tracionais, quilombolas, extrativistas, além das indígenas, estão submetidas pelo Capital, que se utiliza de um mesmo modus operandi para destruir a floresta e seus guardiões. Inicialmente, o movimento vai desencadear uma campanha de solidariedade aos povos Yanomamis, cuja tragédia anunciada e executada foi exageradamente exposta nas mídias e nas redes sociais globais, provocando um sentimento de revolta em todo o planeta, estarrecida com o crescimento do garimpo e o consequente ataque aos povos indígenas em suas terra...