A Escola Municipal República de Portugal inicia uma nova etapa de sua parceria com o Festival Internacional de Cinema do Caeté (FICCA), ampliando as ações de formação audiovisual e de valorização da memória escolar no ano em que a instituição celebra seus 75 anos de história.
Após as atividades realizadas ao longo de 2025, o trabalho avança agora para dentro das salas de aula, integrando estudantes, professores, gestão escolar e comunidade em um grande processo de pesquisa, documentação e criação audiovisual.
Os encaminhamentos desta nova fase foram discutidos em reunião entre a direção da escola, a coordenação pedagógica, o professor Gabriel Mont'Alvão e a equipe do FICCA. Participaram das conversas o diretor da escola, professor Thiago Augusto de Oliveira da Conceição, mestre em Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA), a coordenação pedagógica da instituição e o professor Gabriel Mont'Alvão, responsável pela disciplina Projetos Integradores.
A disciplina passa a ser um espaço privilegiado para o desenvolvimento das atividades, articulando memória, pesquisa, produção cultural e protagonismo estudantil. A proposta busca aproximar os alunos da história da própria escola, transformando-os em pesquisadores, entrevistadores, documentaristas e guardiões da memória coletiva da comunidade escolar.
No próximo dia 3 de junho acontecerá a primeira atividade desta nova etapa. A programação contará com a exibição de curtas-metragens produzidos em experiências formativas realizadas pelo FICCA em escolas públicas paraenses, seguida de uma conversa sobre o projeto que será desenvolvido ao longo do ano.
O objetivo é construir, de forma colaborativa, um documentário dedicado aos 75 anos da Escola República de Portugal, reunindo memórias, imagens, documentos, relatos e histórias que revelam a importância da instituição para a Marambaia e para a educação pública de Belém.
Como parte desse processo, os estudantes serão convidados a participar de uma gincana de memória, organizada em diferentes missões de pesquisa. As atividades estimularão a localização de fotografias antigas, boletins, cadernos, certificados, objetos escolares, registros de eventos, documentos históricos e outros materiais capazes de ajudar a reconstruir a trajetória da escola.
Os alunos também poderão desenvolver ações de busca ativa para localizar antigos professores, servidores, ex-alunos, pais de estudantes e moradores da comunidade que desejem compartilhar suas histórias e experiências relacionadas à República de Portugal.
Outra frente importante será a produção de entrevistas em áudio e vídeo, permitindo que os próprios estudantes registrem depoimentos e memórias de pessoas que participaram da vida da escola ao longo de diferentes gerações.
Para apoiar esse trabalho, serão realizados minicursos e oficinas de introdução ao audiovisual, oferecendo noções de pesquisa, entrevista, roteiro, gravação, fotografia, captação de som e organização de acervos. As formações contribuirão para que os estudantes participem diretamente da construção do documentário e do registro histórico dos 75 anos.
Fundada em 1951, a Escola República de Portugal ocupa um lugar especial na memória da Marambaia. Ao completar 75 anos, a instituição transforma sua própria história em matéria viva de aprendizagem, reunindo diferentes gerações em torno de um projeto que conecta educação, cultura, território e cidadania.
Ao longo de 2026, estudantes, professores, trabalhadores da escola e comunidade serão convidados a contar, registrar e preservar histórias que fazem parte da trajetória da República de Portugal, fortalecendo os vínculos entre passado, presente e futuro por meio do cinema e da criação coletiva.

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