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Dia 31 de Março, BOI VAGALUME se torna Instituto aos 13 anos de atividades na comunidade da Marambaia

A Marambaia é um polo cultural da cidade de Belém do Pará, destacando-se por um movimento social comunitário que afirma e valoriza a cultura popular. Com uma população estimada em cerca de 70 mil habitantes (IBGE, 2010), o bairro dispõe de escolas, unidades de saúde, serviços comerciais diversos, feiras e mercados, além do privilégio das cerca de 60 praças públicas. De localização estratégica, entre o aeroporto e o porto, com a presença das três forças Exército, Marinha e Aeronáutica, o bairro se avizinha com a fronteira do “entroncamento”, que é porta de entrada terrestre por Belém. Há até mesmo uma tese revolucionária segundo a qual a revolução começa pela Marambaia. É no cenário deste caldeirão social e cultural que surgiu há 13 anos o Vagalume Boi Bumbá da Marambaia, a partir da idealização do artista Cuité, com apoio de criadores e fazedores de arte e de cultura do bairro. O Boi reúne-se anualmente através de oficinas e cortejos que percorrem as ruas do bairro e fazem a ...

VACALUME será apresentada na fundação do Instituto Boi Vagalume da Marambaia

Vai ser na sede do São Joaquim Esporte Clube a fundação do INSTITUTO BOI VAGALUME DA MARAMBAIA. O evento está marcado para o dia 31 de Março, ocasião em que será apresentada a VACALUME, uma proposta do movimento em defesa de direitos que reconhecem, reforçam e ampliam a presença ativa das mulheres no BOI. O Boi Vagalume da Maramabaia é uma ideia do artista plástico Nazarita Cuité, que compõem as toadas e puxa a brincadeira nas ruas da Marambaia desde 2010. As letras traduzem a esperança por dias melhores ao mesmo tem que tecem críticas à realidade. Os organizadores do BOI estão em campanha para arrecadar recursos para constituir juridicamente o Instituto, razão porque uma rifa foi organizada além de outras formas de captação de recursos, como pix, por exemplo (CHAVE vagalumedamarambaia@gmail.com). Além deste processo organizativo e estrutural da entidade, a renovação envolve um trabalho de resgate e sistematização de letras, melodias, filmes, imagens e diversos mo(vi)mentos...

A história do FEST-Fisc, festival paraense no Fórum Social Mundial

Iniciativa paraense de parceria entre a sociedade civil, a produção audiovisual independente e a academia, o Festival Internacional do Filme Social (FEST-FISC) foi convidado pela coordenação do FSM no Senegal através do Prof. Bubacar Buuba Diop, coordenador Local do Fórum, para fazer parte da programação cultural oficial “Espace Cinema, Films & Débats”.  Uma primeira experiência na área de Antropologia Visual no Pará através de um festival internacional de filmes, na ocasião com filmes originários ou de temática africana, ocorreu durante o FSM em Belém, em janeiro de 2009.  Realizou-se o FEST-FISC durante as atividades do Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC), que teve lugar também em Belém, em dezembro de 2009, e que chamou a atenção dos organizadores do FISC pela forma inovadora de trabalhar as questões sociais através do audiovisual, em especial dos filmes\vídeos de curta metragem com produção independente.  Em 2011, ainda sob a direção do Prof. Hilton P. S...

Diego Wayne, um poeta entre escorpiões - Por Carpinteiro de Poesia

  Um livro cru, pesado, violento, entretanto, romântico e erótico, sem descurar de uma aflorada sensibilidade poética a olhar e refletir o tecido social com o qual o autor se relaciona. Lançado pela Editora Patuá (2023), “Entre escorpiões” é o segundo livro de Diego Wayne (DW). O primeiro foi “Coração de Unicórnio” (Rico Editora, 2018). Nesse período, ele amadureceu a intensa experiência da juventude através da escrita poética. Ao mesmo tempo, concentrou-se nas aulas que ministra em Curuçá, Pará. E publicou textos em revistas, sites e coletâneas literárias. Diego Wayne reuniu os primeiros escritos – alguns dos quais declamava entre amigos e culturais públicas – numa obra marcada por forte relação de identidades com a sua homossexualidade. A partir destas primeiras experiências, um poeta-menine construiu versos de uma lúdica e delicada pureza apolínea na qual o corpo representa a perfeita harmonia existencial. Desta infância apaixonada pelo cheiro do mato e pelas got...

Vagalume lança campanha para criar Instituto de cultura popular na Marambaia

O Boi Vagalume foi um Ente que brilhou e se despertou na intuição artística de Nazarita Cuité Marambaia e ganhou forma pelas suas mãos habilidosas que trouxeram a público essa energia lúdica de um Boi que traz alegria e ânimo a todos. As músicas autorais são a forma utilizada para retratar as diversas realidades já vividas pelo nosso povo, trazendo também gritos de luta por uma realidade festiva e altruísta, na construção de um mundo melhor para todes através das manifestações artísticas e das brincadeiras de rua. O foco principal é, sem dúvidas, a alegria de viver! Projeto concretizado em abril de 2010, o Boi Vagalume será registrado já adolescente, com quase 13 anos de idade, porque o momento certo chegou. A Fundação formal do Boi Vagalume será no próximo dia 31 de março, na Sede Social do São Joaquim Sport Clube, no bairro de seu nascimento, a Marambaia. Esse evento conta com a participação de todos os artistas e brincantes de rua, porque a proposta é comemorar a vida, especialmente...

Amigos da Rua e Rompe Fronteiras realizam ato inaugural, em Ananindeua

Rompe Fronteiras é um coletivo nacional que se constitui internamente ao Partido dos Trabalhadores e promove a organização popular nas periferias._ Em Ananindeua, junto ao movimento de hip hop Amigos da Rua, o coletivo fará um ato inaugural com arrecadações de roupas, lençóis e materiais de higiene para as comunidades carentes do município. O Evento acontece no dia 26 de fevereiro, na praça do Complexo do VIII, às 14hrs. Jade Coelho é a representante do coletivo e ressalta a importância dos movimentos populares das periferias.  "Eu acredito que com o governo Lula III, a gente possa repensar novos métodos e debates com a juventude periférica. A política foi muito criminalizada e agora fazer link com a juventude se torna uma tarefa para o coletivo", afirma Jade Coelho. Um os organizadores do movimento de Hip Hop, Tarsicio Lima afirma que o movimento de rap também precisa estar participativo das decisões culturais no município.  "A gente movimenta muito a juventude da perif...

Pacto de silencio aos crimes ambientais censura documentaristas na Amazônia

F azer filmes contra a Vale e a Cargill na Amazônia tem este preço do anonimato e do quase apagamento provocado.por esta secular cultura da submissão à exploração e dominação colonial cultural e estética e social e econômica e política e territorial. E este preço caro de fazer filme contra a Cargill ou contra a Vale paga-se inclusive dentro do próprio setor cinematográfico e Audiovisual e entre os jornalistas e profissionais que atuam na mídias paraenses. Excetuando-se os festivais Cinema de Fronteira Cinefront Amazônia que nos convidou diretamente, e o Festival do Filme Etnográfico do Pará , que nos selecionou após submissão conforme Regulamento, mais nenhum festival do Pará nos aceitou. Senso crítico sempre tive e muito raramente submeto-me a concursos por razões pessoais ainda que defenda política de editais mas a critique, entretanto, meu filme não é assim tão mal que não passe no crivo dos críticos julgadores (e por favor o julguem que ele está disponibilizado aberto mas também o ...

Nasce o Movimento Vozes da Amazônia – S.O.S. Yanomami em Belém do Pará

Um coletivo de diversos atores sociais, artistas, jornalistas, músicos, documentaristas, professores, pesquisadores, articulados pelo agitador cultual Jorge André, criou o Movimento Vozes da Amazônia – S.O.S. Yanomami, cuja carta de princípios será divulgada na próxima semana. Os organizadores entendem que através da solidariedade, a sociedade também se mantém em estado de vigília ante os diversos ataques e perigos aos quais secularmente os povos da Amazônia, comunidades tracionais, quilombolas, extrativistas, além das indígenas, estão submetidas pelo Capital, que se utiliza de um mesmo modus operandi para destruir a floresta e seus guardiões. Inicialmente, o movimento vai desencadear uma campanha de solidariedade aos povos Yanomamis, cuja tragédia anunciada e executada foi exageradamente exposta nas mídias e nas redes sociais globais, provocando um sentimento de revolta em todo o planeta, estarrecida com o crescimento do garimpo e o consequente ataque aos povos indígenas em suas terra...

Tigrita afirma que trafegabilidade é o maior problema do Quilombo do Torre

O líder quilombola e agricultor familiar Tigrita ( Jose Maria Gomes , 44 anos), secretário e expresidente da Associação de Remanescentes do Quilombo do Torre, que fica há cerca de vinte minutos do núcleo urbano de Tracuateua, diz que a comunidade passa por uma situação difícil, em razão do estado dos ramais. Em rapido diálogo que tivemos ao pé deste jambeiro, no quintal de sua casa, falamos sobre este e outros assuntos, que abriram a minha cabeça sobre a realidade do Quilombo, ele me disse que o Torre é na verdade uma ilha habitada por cerca de 200 pessoas (52 famílias). A comunidade começou a ser povoada a partir da migração para a área dos irmãos Francisco e Manoel Romão Gomes, que teria sido o primeiro desbravador do território. Ele teria iniciado o cultivo do tabaco na Região, enquanto que as demais culturas se concentravam mais para o núcleo do Município de Tracuateua. De acordo com Tigrita, há uma escola na comunidade que funciona do primeiro ao quinto ano, o que coloca um proble...

Carta dos quilombos da Zona Bragantina será divulgada neste domingo, 29 de Janeiro

Prossegue na comunidade do Torre, em Tracuateua, o I encontro de lideranças quilombolas da Região Bragantina, sendo o fórum organizado pela ARQUIA (Associação Remanescente da Comunidade Quilombola do America) com apoio do Fundo Elas, e do IFPa-Bragança. Dezenas de pessoas das comunidades do Torre, Cigano, Campo Novo e Jurussaca, América, Itamoari, Belaurora, Jacarequara dialogam, trocam ideias e participam de formações sobre identidade quilombola, violência de gênero, e racismo estrutural, sendo prevista a aprovação de uma Carta coletiva no final da programação deste domingo (29.01). NOTA DO EDITOR Estivemos hoje (28.01) na comunidade quilombola do Torre para acompanhar a primeiro encontro de quilombolas da Região Bragantina, portanto, para melhor conhecer as lutas, e estar mais atento a elas, observar como posso colaborar e me enquadrar nos processos e métodos de luta políticas quilombola. Sendo um primeiro encontro, que reúne estas comunidades tão diversas, o momento se reves...