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O FICCA É RECONHECIDO COMO PONTO DE CULTURA. MAS SUA HISTÓRIA SEMPRE FOI FEITA DE PONTOS, REDES E TERRITÓRIOS


Recebemos com alegria e responsabilidade a habilitação do FICCA no Edital PNAB – Premiação de Pontos e Pontões de Cultura do Pará.

Esta conquista chega como estímulo. E confirmação de uma caminhada construída há mais de dez anos, muitas vezes navegando na contracorrente dos modelos de mercado, das centralizações e das precariedades que marcam o campo cultural brasileiro.

O FICCA é ponto de cultura e talvez, no fundo, sempre tenha sido.

Muito antes do reconhecimento institucional, já éramos ponto pelas andanças, pelas projeções improvisadas, pelas oficinas em escolas, comunidades, quilombos, periferias, praias, vilas, territórios rurais e urbanos. Ponto itinerante de cinema, formação, escuta, criação e insurgência cultural.

Ao longo de nossa trajetória, fortalecemos políticas públicas includentes porque acreditamos na cultura como direito, formação, território e transformação coletiva.

Estamos entrando na XI edição do Festival Internacional de Cinema do Caeté.

São centenas de sessões, mostras, oficinas, debates, cineclubes, processos formativos, filmes coletivos, encontros pedagógicos, rodas de conversa e experiências de criação compartilhada.

Da região do Caeté às nossas conexões transatlânticas e tricontinentais entre Brasil, Cabo Verde e Portugal, seguimos construindo pontes entre cinema, memória, educação, comunidade, pensamento crítico e invenção de futuros.

Praia, ilha, periferia, escola, quilombo, universidade, cineclube, território vivo. Seguimos.

A criação de cineclubes, a formação de realizadores, roteiristas, produtores, mediadores culturais e públicos críticos permanece no centro do que fazemos. Porque nosso festival não ocorre uma vez por ano, mas o ano todo. Festival nunca foi apenas evento: é processo contínuo, rede de afetos, laboratório político-pedagógico e incubadora de sonhos coletivos. 

Agradecemos profundamente às pessoas, coletivos, escolas, movimentos, comunidades, colaboradoras/es, parceiras/os institucionais e redes de amizade e trabalho que caminham conosco.

Esta conquista é compartilhada.

Já estamos organizando as ações do segundo semestre.

O FICCA segue em movimento.

Francisco Weyl

Criador, Curador e Diretor

FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté

Brasil • Cabo Verde • Portugal



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