não digas nada, gosto imenso quando falas eu sinto a voz de teu silêncio, se te calas e a sucessão de sentimentos que disparas neste rio que me navega em tuas palavras e que me afoga lentamente em tuas águas como conter a travessia em segredo se há tempestades em meus desejos? © Carpinteiro Assista e/ou ouça a declamação do poema pelo autor ................................................................... “Quase um Soneto numa manhã de chuva” Pouco tenho, se muito desejo Mas costumo seguir, se quero ficar Do contrário, eu não vou, se penso ir E tudo permanece neste perene devir. Se penso demais, falo de menos Mas, se me calo, penso demasiado Meu silêncio diz mais que palavras E meus olhos, os estados da alma Eu quero odiar, entretanto, amo Quanto mais desejo, menos almejo Sinto muito, mas nem tanto Portanto não faço nada, mas encanto Escrevo versos que os apago E recito poemas que esqueço Nas areias de teu mar eu me afago Nas lavas de teu vulcão desfaleço © Carpinteiro Porto, 04...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense