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Meu amigo Amilcar Aristides, o Tide


Meu amigo Amilcar Aristides é um querido, mandou-me o número de seu telefone e pediu que eu o ligasse tão logo aterrasse na Praia, entretanto não o liguei mas enviei mensagem , e ele antes de ir ao trabalho foi ter comigo no hotel em que estou hospedado.
Ao vê-lo quando sai do banheiro molhado dei-lhe um abraço tão apertado ao mesmo tempo em que agradecia aos céus aquele momento mágico porque não há nada melhor do que abraçar a um velho amigo.
Enquanto o abraçava dizia-lhe que aquele abraço era a coisa mais linda do mundo, ao mesmo tempo em que recordara é falava que a última vez que eu o abraçara fora na cidade de Braga quando ele foi visitar o filho Santiago e eu estava de passagem pelo Porto.
O nome de seu filho é o mesmo desta ilha, Santiago , que também foi por alguns anos o meu codinome clandestino quando militava nas células de resistência comunista.
Grande abraço meu camarada Tide. Enquanto abraçava ao meu amigo era como se o tempo parasse.
O tempo aliás serve exatamente para que observemos a sua passagem com o desejo compulsivo de que ele se eternize no amor e no afeto.


© Carpinteiro

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