Pular para o conteúdo principal

Livraria Pedro Cardoso da cidade da Praia


Gerenciada pelo jovem Nataniel Fernandes, 31 anos, a Livraria Pedro Cardoso funciona há cinco meses no bairro Fazenda, cidade da Praia, em Cabo Verde.
Gestor de empresas formado em Portugal, Nataniel diz que quer fazer mestrado em marketing no Brasil.
E talvez nem precise disso, afinal a sua livraria é praticamente a única na Praia que desenvolve atividades como palestras, projeções de filmes, e concertos.
Mesmo assim Nataniel não descuida de planejar ações que agreguem valor a cultura nacional, porque, para além da compra de um objeto, ele quer que os seus clientes se interessem pela produção de conteúdos e debates críticos.
É por esta razão que há um planejamento praticamente anual de sessões culturais além de uma permanente abertura para novas propostas como esta que nos recebeu nesta segunda, 24/11/2014, em que falamos sobre a poética de Sebastião Alba.
A livraria tem diversos títulos e os que não existem são devidamente anotados em encomendados. Há entrega de livros em toda a Ilha de Santiago. E para, além disso, há descontos anualmente para estudantes.  Nataniel faz parcerias com universidades e escolas – de olho nos programas e livros indicados.



O gestor afirma que ainda há um caminho muito longo pela frente, mas que com o apoio dos seus amigos leitores este projeto se solidifica na capital do país.
O nome PEDRO CARDOSO faz referência a um grande defensor da cultura africana e cabo-verdiana, que viveu no século passado e foi autor de vários poemas e textos, ainda hoje referência do pensamento cabo-verdiano.


© Carpinteiro

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FIM.ME — Festival Internacional de Filmes de Médias‑Metragens

Este festival nasce de uma ausência concreta no circuito contemporâneo: a média‑metragem — forma cinematográfica historicamente fértil, decisiva para o ensaio, para o cinema‑pensamento e para a maturação de linguagem — foi sendo progressivamente empurrada para fora dos festivais, do debate crítico e das políticas de difusão. Nem curta demais para o desenvolvimento de um gesto, nem longa o suficiente para se submeter às pressões industriais, a média‑metragem tornou‑se um território órfão — justamente quando o cinema precisa de tempo para escutar, tempo para experimentar e tempo para elaborar. O FIM.ME afirma a média‑metragem como cinema pleno: campo de elaboração estética, política e poética. Não é um festival temático, nem um festival de nicho. É um festival de forma, linguagem e gesto cinematográfico, orientado por um compromisso ético com um cinema humanista, socialmente engajado e esteticamente rigoroso. O FIM.ME nasce das articulações realizadas através do FICCA – Festival ...

Bragança: a volta do Cavalo de Troia - Por Carpinteiro de Poesia

Entre a poesia das ruas de Bragança e o pulsar da juventude carnavalesca, o bloco Cavalo de Troia anuncia seu retorno. Ausente desde o início da pandemia, o grupo se reorganiza para voltar à avenida com força total, prometendo até 2.000 abadás e a mesma espontaneidade que marcou seus primeiros carnavais. O Cavalo de Troia é um dos blocos mais irreverentes do carnaval. Inspirados na história grega, eles construíram um enorme cavalo de madeira que, em vez de esconder soldados, vinha recheado de cajuaçi, que é uma bebida tradicional de Bragança. A bebida era distribuída pela traseira da estrutura enquanto os foliões, vestidos de espartanos, empurravam o cavalo pelas ruas. A criatividade do bloco chamou atenção da cidade, ganhou repercussão na mídia e se tornou um destaque do carnaval bragantino, unindo sátira, cultura popular e muita brincadeira. Raízes na Juventude, Entre Amizades e Fantasias - A história do Cavalo de Troia começou como uma brincadeira entre amigos do bairro da Aldeia. E...

Entre Amazônia, África e Portugal: a trajetória afro-atlântica de Francisco Weyl

A presença de África na trajetória de Francisco Weyl integra um percurso de formação, criação audiovisual, pesquisa, intercâmbio cultural e reflexão crítica construído entre Amazônia, Cabo Verde, Angola, Portugal e outros territórios do Atlântico de língua portuguesa. Essa experiência atravessa sua obra e sua atuação pública como realizador, professor, pesquisador, articulador cultural e escritor, reunindo cinema, docência, crítica, formação audiovisual e diálogo continuado com artistas, intelectuais e instituições africanas. Entre 2005 e 2007, Francisco Weyl atuou como professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, na Cidade da Praia, ministrando disciplinas ligadas à arte, estética, fotografia, cinema, vídeo, comunicação e jornalismo online. A experiência universitária em Cabo Verde consolidou um campo de pesquisa e convivência que aproximou sua formação intelectual dos debates sobre cultura, identidade, pós-colonialidade, comunicação e produção audiovisual no contexto africa...