Participei da reunião do Conexão ARANDU (27.07), a convite de Rosilene Cordeiro, antiga parceira de caminhos, arte, memória e territórios. Rosilene coordena o projeto a partir da Casa Poranga, em Icoaraci, e foi ali que comecei a entender uma proposta que pretende ligar comunidades parentes-irmãs pela memória cultural dos rios que as circundam, estabelecendo uma circulação entre Belém, Primavera, Bragança e Irituia, acompanhando os percursos do Rio Irituia, Rio Capim, Rio Maguari e Rio Caeté. O próprio texto do projeto fala em encontrão. Gosto dessa palavra porque ela diz muito do que ouvi na reunião. Um encontrão de pessoas, comunidades, memórias, oralidades, objetos, experiências e modos de viver que voltam a se aproximar para reestabelecer fluxos, reurdir relações e fortalecer vínculos construídos muito antes deste projeto existir. Na reunião ouvi que a circulação passará pela Casa Poranga, em Icoaraci, pela Casa da Vozinha, em Primavera, pela Associação Mulheres da Vila Que Era, em...
Estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia Paraense